A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, tornando-se a primeira mulher trans a comandar o colegiado. A eleição ocorreu em dois turnos: no primeiro, com chapa única, não atingiu o número necessário de votos (10 favoráveis e 12 brancos); no segundo, foi eleita com 11 votos a favor e 10 brancos.
A vitória gerou protestos de parlamentares bolsonaristas, que questionaram o fato de uma mulher trans ocupar o cargo. Deputadas como Chris Tonietto (PL-RJ) e Clarissa Tércio (PP-PE) defenderam que a comissão deveria ser presidida por uma mulher cisgênero, classificando a eleição como “ideologização” da pauta e um “retrocesso”.
No Senado, Damares Alves (Republicanos-DF) também criticou a escolha, afirmando que os espaços de defesa das mulheres devem ser ocupados por “mulheres que nasceram mulheres”.
Em resposta, Erika Hilton pretende concentrar os trabalhos em políticas públicas para proteção e dignidade das mulheres e estuda recorrer ao Conselho de Ética contra as falas que considera transfóbicas.
