O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. A decisão foi tomada após avaliação técnica que apontou risco fitossanitário nas cargas destinadas ao Brasil.
No Pará, a medida foi comemorada por produtores e lideranças políticas. A suspensão é resultado de articulação liderada pelo governador Helder Barbalho junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, com apoio de deputados, prefeitos e representantes do setor cacaueiro.
“Isso é fruto do esforço e do trabalho coletivo de todos que se mobilizaram para proteger esse bem tão precioso, que gera renda e sustento para a nosso povo”, destacou o Governador Helder.
No início do mês, o deputado estadual Wescley Tomaz (Avante) participou de manifestação em defesa do cacau, realizada em Medicilândia-PA. Na ocasião, classificou a situação como “inadmissível” e anunciou investimentos para o setor.
Durante sessão na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) também nesta terça-feira (24), o deputado Aveilton Souza (PSD) destacou que a suspensão protege o setor da concorrência externa desleal e do risco sanitário. Nas redes sociais, o deputado Torrinho Torres (MDB) afirmou que a decisão “representa uma vitória da mobilização dos produtores”.
O Brasil é um dos grandes produtores mundiais de cacau e atualmente consegue suprir cerca de 80% da demanda interna, enquanto aproximadamente 20% ainda dependem de importações. Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que, mesmo sendo temporária, a suspensão atende a uma demanda da entidade e das federações de agricultura do Pará, Bahia e Espírito Santo.
