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    O levante da extrema-direita no mundo ocidental

    Edir VeigaEdir Veiga14 de dezembro de 2024
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    O levante da extrema-direita no mundo ocidental
    Governos sucessivos e alternados da direita e esquerda moderada vêm sendo reprovados pelo eleitorado / Foto: Edição TN Brasil TV

    Desde a supreendente vitória de Trump 1, em 2016 nos Estados Unidos, passando pela vitória de Bolsonaro no Brasil em 2018, do crescimento da extrema-direita na França e Alemanha, até a vitória recente de Trump 2 em 2024, parece claro que o sistema político do mundo democrático ocidental vem sinalizando que algo diferente está ocorrendo com o sistemático realinhamento eleitoral pela extrema-direita que vem se desenhando há pelo menos 08 anos.

    Governos sucessivos e alternados da direita e esquerda moderada vêm sendo reprovados pelo eleitorado que assiste sua condição de vida, congelado ou em  retroação continuadas, quando o poder executivo vem sendo gerido por forças de direita ou esquerda, fazendo coalisões de governo com o centro.

    Parece cristalino que o modelo de gestão de governo, ancorado em última instância, na dependência estrutural ao capital financeiro para equilibrar as contas públicas, que fecham anualmente em déficit, tem drenado, pelo menos 50% da arrecadação tributária para o pagamento da dívida pública, restando tão somente 50% do orçamento para honrar com os gastos fixos constitucionais da máquina pública e realizar investimentos, muito abaixo das necessidades de cada país.

    Governos como os dos Estados Unidos- EUA ou do Brasil, apresentam inflação controlada, Produto Interno Bruto-PIB em crescimento, no caso brasileiro, queda do desemprego. Mesmo assim, quando a opinião pública é aferida através de pesquisas, nota-se um grande descontentamento da população com seus governos.

    Em meio ao relativo sucesso administrativo dos governos eleitos no centro do capitalismo e no Brasil, temos como resposta do eleitorado, a exigência de mais políticas públicas de redistribuição de renda, melhoria do aparato de proteção social, em especial aumento de salários e investimento ampliados em segurança, educação e saúde.

    Quem vem se apresentando com discursos populistas e com respostas simplistas aos graves problemas de gestão de governos é a extrema-direita, que aos poucos vem conquistando parcelas, cada vez mais expressivas do eleitorado, estas propostas populistas vêm acompanhada de discurso que sugerem o rompimento da ordem legal estabelecida.

    Caso as forças políticas democráticas, à direita, ao centro e à esquerda não enfrentarem este modelo sistêmico político atrelado à dívida pública, taxas básicas de juros crescentes e na captura de grande parte da arrecadação fiscal para pagamento de dívidas públicas, em escala escorchante, em breve, a extrema-direita, na gestão de governo nacionais, sem condições de oferecer governos com respostas às demandas populares enfrentará enormes mobilizações populares e reagirá com repressão em escala que ameaçará as ordens constitucionais vigentes.

    Eis o paradoxo, que parece intransponível para as forças democráticas, seria preciso alterar estruturalmente a ordem econômica mundial, que emergiu no ocidente, desde a Segunda Guerra Mundial, e que drena recursos dos governos, do centro e da periferia do capital, para rentismo, em escala totalizante. O Brasil paga 50% de sua arrecadação tributária anual para a honrar com a dívida pública.

    A conjuntura política e eleitoral, em todo o mundo ocidental, deverá assistir, como regra, a ascensão da extrema-direita, e como exceção, a vitória pontual de governo progressistas ou de esquerda. Caso esta análise prospectiva esteja correta, vários cenários poderão ser descortinados com consequência direta para o futuro da democracia e da paz no mundo.

    O cenário mais próximo a se antever serão mobilizações populares, coordenadas pelas oposições democráticas em defesa de direitos sociais, civis e democráticos. Estas mobilizações testarão os limites da cultura e das instituições democráticas em todo o mundo ocidental. Este cenário se assenta na ideia de que a extrema-direita não terá, legalmente, como produzir políticas públicas que atendam as necessidades da imensa massa de despossuídos.

    Do ponto de vistas das relações entre os poderes legislativos e executivo, há uma tendência, de hegemonia da extrema-direita e direita no interior dos parlamentos, dando o suporte institucional para a extrema-direita negar direitos e reivindicações dentro da ordem, cabendo à oposição e a massa populacional se colocar contra a ordem vigente. Nestas circunstâncias estará dada as condições para os governos de extrema-direita usarem os recursos constitucionais como o estado de emergência, estado de sítio, o que abrirá condições para golpe de estados.

    Um segundo cenário, menos provável, seria as forças democráticas constituírem maiorias parlamentares, e junto com as supremas cortes judiciárias, realizarem o freio e contrapeso aos governos de extrema-direita, como ocorreu no Brasil durante o governo Bolsonaro, ou durante o governo Trump 1, fazendo com que o governo incumbente direitista não venha superar a ordem constitucional vigente.

    A grande solução estrutural necessária, mais de dificílima probabilidades de vir a ocorrer, seria uma reestruturação global do modelo de financiamento dos déficits públicos estatal baseados na extorsiva ação do sistema financeiro mundial, que viesse a mitigar os juros e ampliar os perfis das dívidas públicas. Normalmente estas grandes concertações só ocorrem no contexto de grandes guerras, onde os vencedores impõem novos modelos de gestão do capital em escala global.

    O bloco econômico BRICS, liderados pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, vem construindo um projeto alternativo de relações das instituições financeiras globais e os países emergentes, com o questionamento do dólar como moeda que serve de câmbio internacional. Esta iniciativa tende a criar grandes confrontos comerciais e financeiros entre os EUA e o BRICS.

    Para finalizar estas breves considerações, não há dúvida de que os governos constitucionais estão “travados” pelo sistema político e econômico aos quais estão enclausurados. Direita e esquerda moderada estão sem condições de realizarem governos com grande capacidade de dar respostas, nas dimensões exigidas pela grande massa populacional do mundo ocidental.

    Por outro lado, ninguém imagina que a extrema-direita, na direção de governos estatais, virá produzir resultados que venham a gradar a maioria do povo pobre. Portanto, o cenário para os próximos anos será de incerteza política, tendo na extrema-direita a direção dos processos eleitorais democráticos no ocidente. As oposições progressistas deverão se reinventar.

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    Edir Veiga
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    Professor e pesquisador em ciência política focado em competição eleitoral, relações executivo legislativo, decisão do voto, reforma política. Sou MSc e Dr. pós-graduado pela Universidade Cândido Mendes, através do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro-IUPERJ.

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