A gestão do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na presidência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados foi marcada por polêmicas e pouca efetividade. Desde o início, sua postura ideológica gerou preocupações entre especialistas e parlamentares, especialmente por sua defesa do homeschooling e do programa Escola sem Partido. No entanto, ao longo do mandato, ele não conseguiu avançar com essas pautas conservadoras.
Apesar de sua grande presença nas redes sociais e discursos combativos contra o que chama de “doutrinação ideológica”, a comissão acabou esvaziada e sem encaminhamentos significativos para a educação brasileira. Questões estruturais, como o novo Plano Nacional de Educação, foram negligenciadas, e debates essenciais para o setor não avançaram sob sua liderança.
Para parlamentares e especialistas ouvidos por Carta Capital, a presidência de Nikolas Ferreira foi mais marcada por embates ideológicos do que por propostas concretas para a melhoria da educação no país. Seu saldo final é visto como inexpressivo, sem conquistas relevantes para estudantes e professores, frustrando até mesmo parte de sua base política que esperava mudanças mais substanciais.