Novo premiê húngaro promete adesão à Procuradoria Europeia e busca desbloqueio de fundos bilionários da União Europeia
O premiê eleito Péter Magyar iniciou seu governo com um ultimato contra a cúpula do antigo regime, exigindo a renúncia imediata de dirigentes estatais. “Apelo a todos os fantoches que têm estado no poder nos últimos 16 anos para que façam o mesmo”, declarou Magyar, que também solicitou a saída do presidente Tamás Sulyok. O líder do partido Tisza obteve 138 das 199 cadeiras, garantindo uma maioria de dois terços para reformar o sistema político.
No campo internacional, Magyar reafirmou o compromisso de restabelecer o país como um parceiro confiável na NATO e no bloco europeu. O novo mandatário assegurou que sua gestão irá restaurar o equilíbrio democrático: “Vamos restaurar o sistema de pesos e contrapesos. Vamos aderir à Procuradoria Europeia”, afirmou. A estratégia visa convencer a UE a liberar bilhões de euros em fundos que permanecem congelados por questões de governança.
O sucessor de Viktor Orbán prometeu viagens diplomáticas a Varsóvia e Viena antes de seguir para a capital belga, visando o fortalecimento dos interesses nacionais. “Vamos trazer para casa os fundos da UE que são devidos ao povo húngaro”, pontuou o primeiro-ministro. Em tom assertivo, Magyar ainda alertou Orbán para que evite medidas limitantes durante a transição, reforçando que detém um mandato histórico concedido pela maioria absoluta das urnas.
Com informações de EuroNews
