Em nova crise diplomática nesta quarta-feira (1º), o presidente americano subiu o tom contra aliados europeus após a recusa de apoio militar no conflito contra o Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que considera “seriamente” retirar o país da Otan, a principal aliança militar do Ocidente. Em entrevista ao jornal The Telegraph, Trump utilizou a expressão “tigre de papel” para descrever a organização, sinalizando que a Casa Branca não vê mais a Europa como um parceiro de defesa confiável. O estopim para a nova crise foi a negativa dos países europeus em enviar navios de guerra para auxiliar os EUA na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início das hostilidades.
A fala de Trump gerou reação imediata na Europa. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, saiu em defesa da organização, classificando-a como a “aliança mais forte que o mundo já viu”. Apesar de Starmer ter anunciado que os britânicos liderarão uma reunião nesta semana para discutir a situação de Ormuz, ele foi enfático ao declarar que a guerra no Irã “não é nossa guerra” e que o Reino Unido não será arrastado para o combate direto, expondo a profunda rachadura diplomática entre Washington e seus aliados históricos.
A tensão ocorre em um momento crítico para a economia global, já que o Estreito de Ormuz é a principal via de escoamento de petróleo do mundo. Enquanto a Otan tenta articular uma coalizão para reabrir o canal de forma independente, o governo Trump demonstra impaciência com o que considera uma falta de reciprocidade dos aliados, colocando em xeque a estrutura de segurança global que vigora desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
