Close Menu
TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    Em Alta

    Com forte base social e política, Neném da Danyslar desponta como pré-candidato a deputado federal em Tailândia

    4 de julho de 2026

    Com base em precedente do STJ, Vara de Crime Organizado de Belém absolve quatro réus por prova ilícita

    4 de julho de 2026

    Wagner Pereira recebe prêmio ‘Vereador de Excelência’ pelo terceiro ano consecutivo

    4 de julho de 2026
    Facebook Instagram LinkedIn WhatsApp
    domingo, julho 5
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de VistaTN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    • ALEPA EM FOCO
    • América Latina
    • Coluna do Cassimiro
      • Ciências Políticas
    • MUNDO
      • China “O Império do Meio”
      • Estados Unidos “Tio San”
      • Rússia “A Grande Potência”
    • FOLHA DE ESPORTES
    • NOTÍCIAS
      • EDITORIAL
      • TN Book
      • Amazônia
      • IMPRENSA
        • DESTAQUE TN BRASIL TV
      • AGRONEGÓCIO
      • EDUCAÇÃO
      • COP-30 – Belém
      • CULTURA
        • Filmes, Séries e Documentários
      • Business
      • ECONOMIA
      • JUSTIÇA
        • JUSPARÁ
        • Revista Líderes do Direito
      • FOLHA POLICIAL
      • RELIGIÃO
      • TURISMO
    • JUSPARÁ
    • POLÍTICA
      • Eleições 2026
      • PREMIAÇÕES
      • O CARCARÁ
      • OBSERVATÓRIO POLÍTICO
    • PORTAL DA HISTÓRIA
    • Colunistas
      • Carla Crispin
      • Conexões Legais com Evellyn Anne Freitas
      • A Forja do Direito com Daniele Malheiros
      • Vozes da Amazônia com Monick Barros
      • Estella Nunes: Olhares sobre História e Direito
      • Futebol com Hiran Lobo
      • Gisele Lana: Entre contribuições e direitos
      • Leilões & Estratégia com Tatiana Filagrana
      • Mulher em Pauta com Kercia Pompeu
      • Paula Souza
      • Marcelo Lemos
      • Renata Feitosa
      • Breno Guimarães
      • Professor Davi Barbosa
      • Larissa de Jesus
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    31 de março de 1964: Como um senador tirou João Goulart no grito e ‘oficializou’ golpe militar

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro18 de agosto de 2025 PORTAL DA HISTÓRIA
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link
    31 de março de 1964: Como um senador tirou João Goulart no grito e 'oficializou' golpe militar
    João Goulart em discurso polêmico no Automóvel Clube, em 30 de março de 1964./ Foto: Reprodução
    Compartilhe
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link

    Os negacionistas da História gostam de dizer que a deposição do presidente João Goulart não foi um golpe porque teria sido sacramentada pelo Congresso Nacional, depois da ofensiva militar de 31 de março de 1964. Mas esse argumento não para em pé quando se relembra os detalhes de como Jango foi derrubado por, literalmente, um grito do então presidente do Senado, Auro de Moura Andrade. Arquirrival de Goulart, o paulista de Barretos insistiu na falsa informação de que o chefe do Executivo deixara o país depois do avanço das tropas e declarou a vacância do cargo de presidente da República, sem sequer pôr o tema em votação no parlamento.

    Mas de que forma isso aconteceu? Depois que os soldados da IV Região Militar, em Juiz de Fora, avançaram sobre o Rio, há 59 anos, desencadeando a movimentação de outras unidades do Exército pelo país, o Congresso Nacional mergulhou no caos. João Goulart, que estava no Rio, voou para Brasília no dia 1º de abril. Porém, com a capital federal também sitiada por forças golpistas, o gaúcho de São Borja tomou um avião para Porto Alegre na mesma noite, com o alegado objetivo de reunir tropas legalistas no Sul e deixando para seus aliados no governo a tarefa de defender seu mandato na Câmara e no Senado.

    De acordo com a Constituição de 1946, em vigência na época, havia três formas de o presidente ser afastado: renúncia, impeachment ou se o chefe do Executivo deixasse o país sem autorização do Congresso. Como Jango estava decidido a não renunciar, e como a oposição sabia que não teria votos suficientes para promover um impeachment, os líderes do golpe em Brasília optaram por mentir ao afirmar que o presidente saíra do Brasil. Quem disse que fake news é novidade na política?

    João Goulart em discurso polêmico no Automóvel Clube, em 30 de março de 1964 — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO
    João Goulart em discurso polêmico no Automóvel Clube, em 30 de março de 1964 — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO

    Na madrugada de 2 de abril de 1964, o Congresso estava em ebulição. Senadores e deputados federais haviam sido chamados às pressas para uma sessão de emergência no plenário da Câmara. Mas, dos 460 parlamentares, apenas 178 apareceram: 158 deputados e 26 senadores. Durante os trabalhos, foi lida, pelo secretário do Congresso, uma carta do então chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro, comunicando que Goulart, “em virtude dos acontecimentos das últimas horas, decidiu viajar para o Rio Grande do Sul”. Em outras palavras, Ribeiro estava, oficialmente, informando que presidente estava no Brasil. Presidindo a sessão, Moura Andrade insistiu na mentira.

    “O senhor presidente da República deixou a sede do governo, abandonou o governo! Assim sendo, declaro vaga a Presidência da República”, rosnou o senador do PSD ao microfone, rasgando, ao mesmo tempo, a Constituição e o seu diploma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), sob protestos dos governistas.

    Andrade era um dos principais opositores do governo. Chamava Jango de comunista por defender “reformas de base” para combater a desigualdade social. No dia 15 de março de 1964, o senador declarara que as relações entre Executivo e Legislativo estavam rompidas. No dia 19, discursara na Marcha da Família com Deus pela Liberdade em São Paulo, organizada por grupos contrários a Goulart. No dia 30, após o famoso discurso do presidente no Automóvel Clube, em uma reunião de sargentos que haviam se envolvido numa revolta na Marinha, Andrade divulgou um manifesto apelando às forças armadas para que restabelecessem a “ordem constitucional”.

    Segundo a tese dos conspiradores, Jango estava armando um “autogolpe” para implantar o socialismo no país. Os militares, que já vinham planejando tomar o poder, haviam marcado a ofensiva sobre a República para 2 de abril. Entretanto, o general Olímpio Mourão Filho, da IV Região militar, decidiu colocar o bloco na rua mais cedo e tomou a estrada para o Rio às 5h de 31 de março de 1964.

    31 de março de 1964: Tanques na Rua Gago Coutinho, em Laranjeiras, no Rio — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO
    31 de março de 1964: Tanques na Rua Gago Coutinho, em Laranjeiras, no Rio — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO

    Dois dias depois, quando o presidente do Senado reagiu, no Congresso, exatamente como o Exército queria, foi dado seguimento à farsa. Moura Andrade encerrou a sessão naquela madrugada e desligou as luzes do plenário, fugindo dos governistas, escoltado por seus aliados, até o gabinete do presidente da Câmara, o deputado Ranieri Mazzilli (PSD), que, segundo a linha sucessória, deveria ser nomeado presidente. Às 3h45 da madrugada de 2 de abril de 1964, numa rápida sessão com a presença de Andrade e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ribeiro da Costa, Mazzilli foi empossado.

    No mesmo dia, em Porto Alegre, João Goulart começou a esboçar resistência e cogitou criar uma nova sede do governo federal na capital gaúcha. Mas havia poucas tropas legalistas ainda disponíveis e, para agravar sua situação, os Estados Unidos, demonstrando seu apoio ao golpe, reconheceram rapidamente Mazzilli como presidente do Brasil. Sem querer contribuir para um banho de sangue, Goulart desistiu da resistência armada e foi para a sua São Borja natal. No dia 4 de abril, quando viu que havia de fato perdido o governo, optou pelo exílio no Uruguai.

    A “presidência” de Mazzili não durou muito tempo. O poder de fato estava com uma junta militar autointitulada Comando Supremo da Revolução, composta pelo general Artur da Costa e Silva, o almirante Augusto Rademaker e o brigadeiro Francisco de Assis. O Ato Institucional de 9 de abril de 1964, assinado por essa junta para dar um verniz de legalidade ao golpe, dizia que “a revolução vitoriosa se legitima a si mesma”. O documento decretava a suspensão dos direitos políticos de todos os opositores ao novo regime e determinava a eleição indireta do próximo presidente.
    O primeiro Ato Institucional levou à cassação de 40 deputados da oposição. Assim, com o caminho livre, no dia 9 de abril, o marechal Humberto Castelo Branco foi eleito presidente da República pelo Congresso Nacional, com 72 abstenções e 37 ausências. Começava, então, o primeiro governo da ditadura militar. No início, os homens de farda diziam que o período de exceção seria curto e que o poder seria devolvido aos civis em 1966. Outra mentira. O regime autoritário se manteve por 21 anos, com perseguição, tortura e execução de opositores, supressão das liberdades individuais, censura à imprensa e à produção cultural e aprofundamento da desigualdade social. Tudo isso deixou sequelas com as quais convivemos até hoje.
    Castelo Branco usando faixa de presidente, com Moura e Mazzili, em 15 de setembro de 1964 — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO
    Castelo Branco usando faixa de presidente, com Moura e Mazzili, em 15 de setembro de 1964 — Foto: Arquivo/Agência O GLOBO
    historia joao goulart militar senador
    Avatar photo
    Taciano Cassimiro
    • Website
    • Facebook
    • X (Twitter)
    • Instagram

    Jornalista (MTE 3190/PA) e bacharel em Teologia. Possui pós-graduações em História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciência Política, Relações Internacionais e Comunicação em Crises Internacionais, além de um MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda. Atualmente, é pós-graduando em Relações Públicas e Assessoria de Imprensa. É membro do Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Alagoano de Maceió, adota o Pará como lar e divide sua paixão pelo futebol entre o CSA, Vasco da Gama e Paysandu.

    Continue lendo

    Primeira prefeita do Pará: Rose Blanche quebrou barreiras de gênero em Vigia, em 1935

    Irlanda e Inglaterra: Uma História de Conflito e Complexidade

    História Política do Peru e a Crise de Representatividade

    Relatório aponta que Juscelino Kubitschek (JK) foi assassinado pela Ditadura Militar no Brasil

    Em 1986, Hélio Gueiros (PMDB) era eleito Governador do Pará

    O Nordeste das Capitanias aos Currais Eleitorais

    COLUNA DO CASSIMIRO

    Com forte articulação política, Airton Façanha impulsiona bloco governista no nordeste do Pará

    3 de julho de 2026

    Prefeito Lauro Hoffmann, Neném da Danyslar e Alemão movimentam bastidores e impulsionam política em Tailândia

    2 de julho de 2026

    Tatiane Helena desponta rumo à Alepa como liderança forte e pré-candidata a deputada estadual

    1 de julho de 2026

    Brasil x Japão: Tradição e favoritismo em jogo nas oitavas da Copa 2026

    29 de junho de 2026
    ALEPA EM FOCO

    Deputado Zeca Pirão é homenageado com Medalha de Honra ao Mérito em Bragança

    ALEPA EM FOCO 2 de julho de 2026

    O deputado Zeca Pirão foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito em Bragança. A honraria foi entregue pelo vereador Dr. Jonas às vésperas do aniversário da cidade.

    Tatiane Helena desponta rumo à Alepa como liderança forte e pré-candidata a deputada estadual

    ALEPA EM FOCO 1 de julho de 2026

    Com histórico de liderança na Procuradoria da Mulher e gestão na Semas, Tatiane Helena desponta como forte pré-candidata a deputada estadual na Alepa pelo PSD.

    Alepa encerra semestre legislativo com plenário movimentado e 10 projetos aprovados

    ALEPA EM FOCO 30 de junho de 2026

    A Alepa realizou a última sessão ordinária do semestre com a aprovação de 10 projetos de lei e debates intensos. As atividades serão retomadas em agosto.

    Erick Monteiro destaca compromisso com a educação durante entrega de nova creche em Ananindeua

    ALEPA EM FOCO 30 de junho de 2026

    O deputado Erick Monteiro e a governadora Hana Ghassan inauguraram em Ananindeua a 33ª unidade do programa estadual Creches Por Todo o Pará.

    • Página Inicial
    • Faça Sua Doação
    Leia, compartilhe e utilize nosso conteúdo. Não esqueça de citar a fonte! Siga nossas redes!

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerenciar o consentimento

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.


     

    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
    Estatísticas
    O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}