Antes de se tornar referência no Direito da Saúde, a Dra. Thais Rodrigues foi, primeiro, paciente. Chegou aos 150 kg e conviveu por anos com limitações físicas, olhares, julgamentos e a sensação constante de inadequação. Não era apenas o peso do corpo: era o peso da exclusão.
Quando decidiu buscar tratamento, encontrou um obstáculo que ultrapassava qualquer desafio pessoal: a recusa do plano de saúde em autorizar procedimentos essenciais. Não se tratava de vaidade nem de escolha. Tratava-se de recuperação, mobilidade, autoestima e qualidade de vida. A negativa não interrompia apenas um procedimento, interrompia a possibilidade de recomeçar.

Após eliminar 90 Kg, a transformação foi além do físico. A vivência redefiniu sua atuação profissional. Consolidou-se no Direito da Saúde com um olhar que nasce não só da técnica, mas da experiência de quem já esteve do outro lado da mesa como paciente bariátrica.
Hoje, quando alguém procura seu escritório após receber uma negativa, ela enxerga além do papel e conduz um atendimento humanizado. Reconhece o medo do agravamento da doença, a angústia da espera e a insegurança de depender de uma autorização para seguir o tratamento.
Porque ela sabe, na prática, que por trás de cada negativa existe uma vida pedindo socorro em silêncio, e ainda assim tentando manter a esperança. E é isso que move sua atuação especializada.

