Com foco na autossuficiência, estatal reativa investimentos em refinarias e atinge marcas históricas de utilização da capacidade.
A Petrobras no governo do presidente Lula (PT) consolidou, no início de 2026, uma mudança de rota estratégica que prioriza o parque de refino nacional e a produção interna de combustíveis. Sob a gestão atual, a companhia abandonou a política de venda de ativos de refino para focar na modernização e ampliação de suas unidades, resultando em índices de produtividade que não eram vistos há anos. A estratégia visa diminuir a dependência de importações e garantir maior estabilidade ao mercado interno.
A matéria do jornalista Julio Wiziack da Uol apresenta os seguintes indicadores de desempenho e metas da estatal:
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Fator de Utilização Total (FUT): As refinarias da Petrobras atingiram a marca histórica de 96% de sua capacidade instalada.
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Recorde de Produção de Diesel: A produção de diesel S-10 alcançou o volume recorde de 420 mil barris por dia.
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Investimento no Plano Estratégico: A previsão de investimentos para o parque de refino, transporte e comercialização no Plano Estratégico 2024-2028 é de US$ 17 bilhões.
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Capacidade Adicional: A estatal projeta um incremento de 225 mil barris por dia na capacidade de processamento com as obras de expansão previstas.
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Redução de Importações: A estratégia já resultou em uma queda de 15% na necessidade de importação de derivados no último ano.
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Produção de Petróleo: No acumulado, a produção total da companhia (óleo e gás) manteve-se no patamar de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Contexto e Estratégia
A recuperação de unidades que estavam em processo de desinvestimento e a conclusão de obras em refinarias estratégicas, como a RNEST (Abreu e Lima), são os pilares dessa “ressurreição” mencionada na coluna. Além do ganho produtivo, a estatal foca na transição energética, investindo no chamado “Diesel R“, que possui conteúdo renovável.
Com informações da UOL Economia / Colunista: Julio Wiziack
