Caminhoneiros desistiram de entrar em greve após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar, nesta quinta-feira (19), uma medida provisória que endurece as regras do frete e amplia a proteção da categoria. A principal reivindicação era o reajuste dos valores pagos, considerados insuficientes diante dos custos.
O presidente da Abrava, Wallace Landim (Chorão), celebrou a conquista, mas afirmou que a categoria segue em estado de alerta enquanto aguarda os próximos desdobramentos.
A MP torna obrigatório o registro de todas as operações de frete por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), permitindo à ANTT identificar e bloquear pagamentos abaixo do piso mínimo. Empresas transportadoras que descumprirem as regras podem ter o registro suspenso ou até a autorização cancelada por até dois anos.
A mobilização da categoria foi impulsionada pela alta do diesel, agravada pelo conflito no Oriente Médio, e levou o governo a intensificar articulações para reduzir o ICMS sobre combustíveis em parceria com os estados.
Com informações da Jovem Pan
