A morte do cão comunitário Orelha, agredido fatalmente por um grupo de adolescentes em Praia Brava, Florianópolis (SC), gerou grande comoção e uma apurada investigação policial. O fato ocorreu em 4 de janeiro, e o animal, encontrado gravemente ferido no dia seguinte, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos traumas na cabeça.
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA), realizou uma operação na segunda-feira (26), cumprindo mandados de busca e apreensão. A investigação, que analisou mais de 72 horas de gravações de 14 câmeras, identificou quatro adolescentes como suspeitos diretos das agressões e três familiares por suposta coação a testemunhas. Dois dos adolescentes estão em viagem nos Estados Unidos e têm retorno previsto ao Brasil para a próxima semana.
O caso envolveu também um segundo cão comunitário, Caramelo, que foi jogado ao mar pelo mesmo grupo, mas conseguiu sobreviver e foi posteriormente adotado pelo delegado-geral da polícia catarinense.
A Associação de Praia Brava destacou que Orelha era um símbolo afetivo da comunidade, cuidada espontaneamente pelos moradores. Por se tratarem de menores de idade, a identidade dos suspeitos não foi divulgada, e o processo seguirá as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
