“O Processo“, de Franz Kafka, publicado em 1925, narra a história de Josef K., um bancário que é detido em sua casa certa manhã por um crime que desconhece. Ao longo da obra, ele tenta desesperadamente descobrir a natureza da acusação e a identidade de seus juízes, mas se perde em um sistema burocrático e labiríntico. A justiça se mostra inacessível, operando sob regras absurdas que fogem à lógica humana. Josef K. transita por tribunais improvisados em sótãos, enfrentando um sentimento crescente de culpa e impotência. O romance é uma crítica profunda à desumanização causada por estruturas de poder opressoras. Ao final, a execução de K. ocorre sem que ele jamais compreenda o processo que selou seu destino.
Os 4 pontos principais do livro:
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O Absurdo Burocrático: O sistema jurídico é retratado como uma máquina irracional, inacessível e cheia de formalidades sem sentido que paralisam o indivíduo.
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A Culpa Existencial: Mesmo sem saber o que fez, o protagonista passa a agir e a se sentir como um culpado, sugerindo que a culpa é uma condição inerente à existência humana diante da autoridade.
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Impotência do Indivíduo: O livro destaca a fragilidade do homem frente a instituições invisíveis e onipotentes, onde o esforço individual para se defender é sempre inútil.
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Alienação e Isolamento: Josef K. vive uma jornada solitária, cercado por pessoas que fazem parte do sistema ou que não conseguem ajudá-lo, reforçando o isolamento social do sujeito moderno.

