Em meio a novas ameaças de Donald Trump contra o Irã, o governo americano anunciou a intenção de escoltar navios e garantir a liberdade de navegação na rota por onde passa 20% do petróleo mundial.
O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (30) que o país pretende retomar o controle estratégico do Estreito de Ormuz, garantindo a segurança de petroleiros e porta-contêineres na região. A declaração surge como uma tentativa de acalmar o mercado global de energia, que sofre com a instabilidade e a alta nos preços do barril devido ao bloqueio iraniano. Apesar do otimismo de Bessent em uma retomada gradual do fluxo, o presidente Donald Trump subiu o tom e renovou o ultimato ao Irã, ameaçando atacar usinas de energia caso a passagem não seja totalmente liberada.
O cenário militar na região segue em escalada. Recentemente, Israel interceptou drones lançados do Iêmen por rebeldes Houthis, que entraram oficialmente no conflito disparando mísseis contra o território israelense. O temor de analistas é que a guerra se estenda para o Mar Vermelho, o que poderia elevar o preço do petróleo em até US$ 10 por barril, gerando uma nova onda de inflação global. Em resposta ao risco, grandes exportadores como a Arábia Saudita já redirecionam quase 5 milhões de barris por dia para rotas alternativas, como o porto de Yanbu.
Do lado diplomático, o impasse persiste. Embora Trump mencione reuniões diretas e indiretas com Teerã, o governo iraniano classificou as exigências americanas como “irrealistas e excessivas”. Enquanto o prazo de suspensão de ataques dado pelos EUA (até 6 de abril) se aproxima, o mercado opera sob cautela, monitorando ataques recentes a terminais em Omã e registros de mísseis no Kuwait, que mantêm o status da rota como zona de alto risco.
