Governo de Budapeste critica intenção da “Coalizão dos Dispostos” de enviar tropas à Ucrânia e defende diálogo diplomático
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, reafirmou nesta quinta-feira (08/01/2026) que o país se opõe às recentes diretrizes de Bruxelas e de aliados ocidentais que buscam intensificar o confronto com a Rússia. A declaração ocorre após uma reunião da chamada “Coalizão dos Dispostos” em Paris, onde líderes discutiram o apoio militar de longo prazo à Ucrânia e assinaram uma declaração de intenção de enviar tropas para o país caso um acordo de paz seja estabelecido no futuro.
Szijjarto criticou duramente a postura dos países da Europa Ocidental, argumentando que o aumento da presença militar na região cria um perigo real de uma guerra direta contra o território russo. “Rejeitamos a mais recente decisão pró-guerra de Bruxelas”, afirmou o chanceler húngaro, enfatizando que Budapeste continuará a priorizar o apoio às negociações de paz e às consultas de alto nível entre Washington e Moscou, em vez de medidas que prolonguem as hostilidades.
Enquanto líderes como Emmanuel Macron (França) e Friedrich Merz (Alemanha) reconheceram pela primeira vez que a paz exigirá diálogo e concessões ao lado russo, outros membros do bloco europeu também demonstraram resistência. Além da Hungria, países como Grécia e Croácia já rejeitaram publicamente o envio de militares para Kiev, evidenciando uma fragmentação na unidade europeia sobre os limites do envolvimento direto no conflito ucraniano.
