A inflação na Argentina voltou a acelerar em março de 2026, atingindo 3,4% no mês, acima dos 2,9% de fevereiro e das expectativas do mercado. O resultado pressiona o plano econômico do presidente Javier Milei.
No acumulado do ano, a inflação já soma 9,4%, enquanto em 12 meses gira em torno de 30%. Apesar de menor que os níveis registrados no início do governo, o índice ainda é considerado elevado e indica dificuldade na estabilização dos preços.
A alta recente foi puxada principalmente por reajustes em tarifas públicas, transporte e educação, além do aumento nos preços de alimentos, como carnes, impactando diretamente o custo de vida da população.
O cenário acende alerta no governo, já que é o décimo mês seguido de pressão inflacionária. A meta de fechar 2026 com inflação em torno de 10% é vista com cautela por analistas, diante das dificuldades estruturais da economia argentina.
