Presidente brasileiro declarou surpresa com as propostas de sobretaxas comerciais e cobrou o cumprimento de prazos negociados diretamente com o governo americano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que foi pego de surpresa pelas recentes propostas de tarifas comerciais anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. Durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, o petista destacou que o Brasil não recebeu nenhum comunicado oficial prévio e que “não pode aceitar” o tratamento dado pelos norte-americanos. Diante do novo cenário de tensões econômicas, Lula informou que pretende enviar uma nova carta ao presidente Donald Trump para cobrar explicações e reabrir os canais de diálogo diplomático.
Segundo o relato de Lula, as duas nações haviam acordado um prazo de trinta dias para que seus respectivos ministros do comércio resolvessem as divergências pontuais da relação bilateral. Esse período de um mês ainda não havia chegado ao fim, o que motivou a indignação do mandatário brasileiro com o novo comunicado de taxação. Lula reforçou que o país vinha tentando estabelecer uma lógica democrática e civilizada no relacionamento com a potência global, entregando pessoalmente a Trump quatro documentos estratégicos sobre segurança, terras raras e geopolítica.
A reação do governo brasileiro ocorre após os Estados Unidos divulgarem relatórios que propõem duras punições econômicas, alegando falhas na fiscalização do trabalho forçado e barreiras comerciais. O cruzamento dessas duas medidas propostas por Washington pode gerar um impacto severo, resultando em uma sobretaxa de 37,5% sobre as mercadorias exportadas pelo Brasil. O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso com atenção, enquanto o presidente brasileiro direciona críticas públicas à postura de figuras da gestão americana, como o Secretário de Estado Marco Rubio.

