O pacto antenupcial é um contrato firmado entre os noivos antes do casamento, por meio do qual eles estabelecem regras sobre o regime de bens que será adotado na união. Esse instrumento deve ser lavrado por escritura pública em cartório de notas e só produz efeitos após a celebração do casamento civil.
De acordo com o Código Civil brasileiro, quando os noivos não manifestam escolha quanto ao regime de bens, aplica-se automaticamente o regime da comunhão parcial de bens. Nesse regime, comunicam-se apenas os bens adquiridos durante o casamento.
Entretanto, se o casal desejar adotar outro regime como a separação de bens, a comunhão universal de bens ou a participação final nos aquestos, é obrigatória a formalização dessa escolha por meio do pacto antenupcial.
O pacto antenupcial é uma ferramenta de autonomia da vontade e de planejamento patrimonial, que garante maior segurança jurídica ao casal.
Por meio dele, é possível definir:
- O regime de bens aplicável à união;
- Regras específicas sobre a administração do patrimônio;
- Disposições sobre doações entre os cônjuges;
- Outras cláusulas, desde que não contrariem a lei ou os bons costumes.
Para que o pacto seja válido, é necessário que:
- Seja celebrado por escritura pública em cartório de notas;
- Produza efeitos somente após o casamento civil;
- Não contenha cláusulas que violem a lei, a moral ou restrinjam direitos indisponíveis.
O pacto antenupcial permite que o casal organize, com antecedência e de forma clara, como será a gestão e a partilha dos bens. Essa definição prévia evita conflitos futuros e traz maior tranquilidade às relações patrimoniais durante o casamento e em caso de dissolução da união.
Ele é especialmente recomendado quando:
- Um ou ambos os noivos possuem patrimônio considerável antes do casamento;
- Há participação em empresas familiares;
- Existe interesse em proteger heranças;
Deseja-se garantir maior independência patrimonial entre os cônjuges.
📌 Em resumo: o pacto antenupcial não deve ser visto como um sinal de desconfiança, mas sim como um ato de responsabilidade e planejamento familiar. Ele é uma importante ferramenta para assegurar clareza, segurança e prevenção de litígios, contribuindo para uma convivência conjugal mais estável e consciente.