Em depoimento à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou ter as extensas relações políticas atribuídas a ele. Como argumento, afirmou que, se tivesse essa influência, o Banco Central não teria barrado a venda do Master ao BRB em setembro, e ele não estaria preso com tornozeleira.
“Se eu tenho tantas relações políticas como estão dizendo, e se eu tivesse pedido ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, não estaria aqui de tornozeleira e não teria sido preso”, argumentou, na oitiva realizada em 30 de dezembro.
Ao ser questionado sobre quais políticos frequentavam sua casa, evitou nomear pessoas, dizendo não ver relação com o caso. Reconheceu, porém, ter se reunido com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por ser este controlador indireto do BRB, mas garantiu que os assuntos tratados foram estritamente técnicos e institucionais.
Vorcaro sustentou que toda a operação seguiu parâmetros regulatórios, acompanhada pelo Banco Central, e negou veementemente qualquer tipo de “facilitação política”.
