Alíquota de importação cai de 100% para 6,1%, abrindo caminho para gigantes como BYD e Geely na América do Norte
Em uma mudança estratégica de política comercial, o governo do Canadá, sob a liderança do primeiro-ministro Mark Carney, anunciou a redução das tarifas de importação de veículos elétricos (EVs) fabricados na China. A taxa, que era de 100%, passará a ser de apenas 6,1%. A medida visa facilitar a entrada de montadoras chinesas no país, estabelecendo uma nova dinâmica no mercado automotivo da América do Norte, embora a decisão venha acompanhada de restrições de volume.
Principais pontos do novo acordo:
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Cotas de Importação: Além da redução tributária, o Canadá estabeleceu um teto inicial de 49 mil veículos por ano, com planos de expansão para cerca de 70 mil unidades nos próximos cinco anos.
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Porta de Entrada: O movimento consolida o Canadá como uma base estratégica para marcas como BYD e Geely, que já possuem forte presença no México e agora ganham acesso facilitado ao mercado canadense.
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Contraste com os EUA: A decisão ocorre em um momento de resistência por parte dos Estados Unidos. Enquanto Donald Trump sinaliza abertura para fábricas chinesas em solo americano, órgãos de segurança e especialistas alertam para riscos à base industrial e à segurança nacional. Avery Ash, CEO da organização Securing America’s Future Energy, criticou a estratégia, afirmando que ela poderia ter “impactos potencialmente catastróficos” na indústria automotiva local.
O acordo reflete a tentativa da China de expandir suas exportações globais em um período de negociações similares com a União Europeia, desafiando a hegemonia de fabricantes tradicionais e da Tesla.
Fonte: TudoCelular
