A Rússia afirmou nesta sexta-feira (9) ter realizado um ataque contra a capital da Ucrânia, Kiev, utilizando o sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik, que possuem capacidade de transportar ogivas nucleares. Segundo Moscou, a ofensiva foi uma resposta a uma suposta tentativa ucraniana de ataque à residência do presidente Vladimir Putin no final de 2025. Apesar da capacidade nuclear do armamento, não há indícios de que os mísseis usados no ataque estivessem equipados com ogivas nucleares.
Autoridades ucranianas informaram que ao menos quatro pessoas morreram e 22 ficaram feridas. De acordo com a força aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 36 mísseis e 242 drones, tendo como alvo principalmente a infraestrutura energética que sustenta o complexo militar-industrial e as instalações de fabricação de drones do país. O Ministério da Defesa russo declarou que o sistema Oreshnik foi ativado após as acusações contra a Ucrânia, ressaltando que mísseis hipersônicos, por superarem cinco vezes a velocidade do som, são extremamente difíceis de detectar e interceptar.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou o ataque como uma “grave ameaça à segurança europeia”, destacando a proximidade da ofensiva com as fronteiras da União Europeia e da OTAN. Ele afirmou que está informando Estados Unidos e países europeus sobre os detalhes do ataque e pediu o aumento da pressão internacional sobre a Rússia. Kiev rejeita as acusações de Moscou sobre o ataque à residência de Putin, chamando-as de “absurdas” e afirmando que a Rússia tenta justificar a escalada militar e prejudicar possíveis negocções de paz.
