Graduada em licenciatura em história pela Universidade do Estado do Amazonas (CESP/ UEA), especialista em história, cultura e literatura afro- brasileira e indígena. Graduanda em Direito do 9 semestre pela Universidade da Amazônia - Unama Santarém.
Instituição criada para “corrigir” crianças e adolescentes na Amazônia deixou marcas de violência, apagamento e memória silenciada. “Eu pensei que tinham me colocado ali para a cobra me comer”, relembrou Francisco de Assis Nunes, ex-interno do Educandário Raimundo de Nogueira Faria e avô da autora desta reportagem. Ele tinha apenas poucos anos quando foi levado à instituição, localizada na Ilha de Cotijuba, em Belém do Pará, destinada a crianças consideradas abandonadas ou infratoras. Durante grande parte do século XX, a pobreza infantil foi tratada como problema social e caso de polícia. Crianças recolhidas das ruas de Belém eram enviadas ao…
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