A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta sexta-feira (20) a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, em uma sessão que durou mais de 10 horas e teve 135 votos a favor e 115 contra. Por ter sofrido modificações, o texto retornará para nova votação no Senado, marcada para a próxima sexta (27).
A aprovação ocorreu em meio a uma greve geral contra a reforma, que paralisou mais de 90% das atividades no país. Considerada a maior mudança na legislação trabalhista argentina desde os anos 1970, a reforma altera pontos como o cálculo da indenização, permite o fracionamento das férias e amplia a jornada diária de 8 para até 12 horas.
O texto também autoriza o pagamento de salários em moeda estrangeira, cria remuneração variável por produtividade e reduz o pagamento em casos de afastamento por acidentes considerados de risco.
