Em uma cerimônia marcada pela tensão geopolítica, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira (5). A ascensão ocorre após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, em uma operação militar que alterou drasticamente o cenário na América Latina.
Desafio à Soberania e Defesa de Recursos
Ao assumir o cargo, Rodríguez adotou um tom de resistência contra a intervenção estrangeira, classificando a ação norte-americana como uma “agressão militar sem precedentes”. Em seu pronunciamento oficial, ela deixou claro que não aceitará a tutela de Washington sobre o território venezuelano:
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Citação literal: “Nunca mais seremos colônia”, afirmou Rodríguez, enfatizando que o objetivo real dos EUA é a “apropriação dos recursos energéticos e minerais da Venezuela”.
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Ela reforçou que o foco da comunidade internacional deve ser a preservação da autodeterminação: “O único tipo de relação que aceitarei com o governo dos EUA é dentro do marco do direito internacional”.
A Postura de Donald Trump
Do outro lado, o presidente Donald Trump mantém uma narrativa de controle e pragmatismo econômico. Trump minimizou a legitimidade da nova liderança interina ao sugerir que ela já estaria em diálogo com Washington para uma transição moldada pelos interesses americanos.
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Citação literal: Trump declarou que Rodríguez “está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”.
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O presidente americano reiterou sua intenção sobre o setor energético: “Nós vamos pegar o petróleo”, justificando que a exploração servirá para reconstruir o país e ressarcir os custos da operação.
Reconhecimento Internacional
Apesar da crise, o governo de Delcy Rodríguez obteve reconhecimentos estratégicos. As Forças Armadas da Venezuela juraram lealdade à nova presidente interina, e o governo brasileiro — através do Itamaraty — confirmou que a considera a governante legítima durante o período de ausência de Maduro, visando garantir a continuidade institucional e evitar o vácuo de poder.