Close Menu
TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    Em Alta

    Vereador Wagner Pereira | Projeto “Uniforme para as Escolas Rurais” já beneficiou mais de mil alunos em Ponta de Pedras

    21 de maio de 2026

    Flávio Bolsonaro articula encontro com Trump nos Estados Unidos

    21 de maio de 2026

    Projeto de Dirceu Ten Caten propõe mudanças na acumulação de cargos para servidores públicos do Pará

    21 de maio de 2026
    Facebook Instagram LinkedIn WhatsApp
    sexta-feira, maio 22
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de VistaTN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    • ALEPA EM FOCO
    • América Latina
    • Coluna do Cassimiro
      • Ciências Políticas
    • MUNDO
      • China “O Império do Meio”
      • Estados Unidos “Tio San”
      • Rússia “A Grande Potência”
    • FOLHA DE ESPORTES
    • NOTÍCIAS
      • EDITORIAL
      • TN Book
      • Amazônia
      • IMPRENSA
        • DESTAQUE TN BRASIL TV
      • AGRONEGÓCIO
      • EDUCAÇÃO
      • COP-30 – Belém
      • CULTURA
        • Filmes, Séries e Documentários
      • Business
      • ECONOMIA
      • JUSTIÇA
        • JUSPARÁ
        • Revista Líderes do Direito
      • FOLHA POLICIAL
      • RELIGIÃO
      • TURISMO
    • JUSPARÁ
    • POLÍTICA
      • Eleições 2026
      • PREMIAÇÕES
      • O CARCARÁ
      • OBSERVATÓRIO POLÍTICO
    • PORTAL DA HISTÓRIA
    • Colunistas
      • Carla Crispin
      • Conexões Legais com Evellyn Anne Freitas
      • Daniele Malheiros
      • Estella Nunes
      • Futebol com Hiran Lobo
      • Mulher em Pauta com Kercia Pompeu
      • Paula Souza
      • Marcelo Lemos
      • Renata Feitosa
      • Breno Guimarães
      • Professor Davi Barbosa
      • Larissa de Jesus
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    Em 1985, a madrugada mais longa da República

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro12 de agosto de 2025 PORTAL DA HISTÓRIA
    Em 1985, a madrugada mais longa da República
    De janeiro a abril de 1985, acontecimentos extraordinários: Tancredo vence, o povo comemora em Brasília, Sarney toma posse como vice e Tancredo é velado no Planalto./ Imagem: Reprodução Agência Senado
    Compartilhe
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link

    Foi uma cerimônia rápida e sem discurso. Na manhã de 15 de março de 1985, sexta-feira, o Congresso Nacional deu posse a José Sarney. O novo vice-presidente, logo em seguida, dirigiu-se ao Palácio do Planalto. Lá, no papel de presidente interino, fez um pronunciamento quase lacônico aos novos ministros.

    — Eu estou com os olhos de ontem — abriu o discurso, referindo-se à madrugada que ele, angustiado, passara em claro.

    Não só ele. O Brasil todo estava atônito. Na noite anterior, a 12 horas da posse, Tancredo Neves, o presidente eleito, era levado às pressas ao Hospital de Base, em Brasília, para ser submetido a uma cirurgia no abdome.

    A posse era aguardada com ansiedade porque marcaria a volta do país às liberdades democráticas, após 21 anos sob o tacão da ditadura. Entretanto, temia-se que os militares usassem a ausência de Tancredo como pretexto para impedir a posse do vice e dar um novo golpe. Foi a madrugada mais longa da República.

    O Arquivo do Senado guarda os discursos feitos pelos senadores, da tribuna, naquele momento histórico. Os documentos mostram que, a caminho do 15 de março, o país estava eufórico. A expressão “Nova República” era repetida à exaustão. Ninguém antecipava o sobressalto que se avizinhava.

    Na véspera da posse, o senador José Sarney (PMDB-MA) se despedia dos colegas no Plenário:

    — Saio do Senado no alvorecer de um momento extraordinário de floração de grandes esperanças no país. Tenho a nítida visão histórica e política da missão que exercerei. Posso dizer ao Senado que exercerei a Vice-Presidência com absoluta doação, total sacrifício e uma visão maior das minhas responsabilidades de político, num momento de restauração do poder civil.

    Pedro Simon (PMDB-RS) também deixava o Senado. Ele se licenciava para ocupar o Ministério da Agricultura:

    — Parece-nos importante a data que viveremos amanhã. Uma data que, após 21 anos, marca uma mudança importante no cenário político desta nação. A candidatura do senhor Tancredo Neves nasceu do debate e da vontade popular, percorrendo as ruas e praças deste país, na campanha pelas eleições diretas, que infelizmente não foram aprovadas pelo Congresso. A sociedade teve ampla presença na elaboração de um programa de transição que significa uma nova página na história deste país.

    Simon se referia à campanha das Diretas Já, iniciada em 1983. Mobilizações pelo país pressionavam o Congresso a aprovar a Emenda Dante de Oliveira, que previa a eleição direta para presidente. Tancredo foi um dos políticos mais aguerridos do movimento. Em 1984, porém, a emenda foi rejeitada.

    Reunião de cúpula

    As esperanças, então, foram todas depositadas na eleição indireta de 1985. Mais especificamente, na candidatura opositora ao governo militar. Em 15 de janeiro, o Colégio Eleitoral (formado pelos senadores e deputados, além de delegados das assembleias legislativas dos estados) elegeu Tancredo, com 480 votos. A vitória foi esmagadora. Paulo Maluf, o candidato governista, obteve 180 votos.

    Ainda na véspera da posse, o senador Martins Filho (PMDB-RN) subiu à tribuna para também explicar a relação entre as Diretas Já e a ascensão de Tancredo:

    — O presidente Tancredo Neves não é do meu partido nem do PFL nem da Aliança Democrática. É, antes de tudo, o presidente feito pelo povo. O povo que saiu às ruas, aos milhões, num clamor por eleições diretas. O povo que, traído por representantes que não ouviram seu apelo tão enfático, agarrou-se a Tancredo como que a uma bandeira. Assim Tancredo se fez presidente de cada brasileiro, muito antes que o Colégio Eleitoral cumprisse a formalidade legal de elegê-lo. Bem-vindo, presidente! Bem-vinda, Nova República!

    A hospitalização, às 22h do dia 14, impossibilitava a presença de Tancredo na posse, às 10h do dia 15. Brasília assistiu a várias reuniões políticas pela madrugada adentro. Não estava claro se o vice poderia assumir o poder sem o titular já estar empossado.

    Entre os documentos guardados no Arquivo do Senado está a ata de uma reunião, realizada antes de amanhecer, da cúpula do Poder Legislativo — os presidentes do Senado, José Fragelli (PMDB-MS), e da Câmara, Ulysses Guimarães (PMDB-SP), e os líderes partidários das duas Casas. Eles decidiram o futuro.

    “Ouvidos todos os presentes, houve inteira concordância no sentido de que, mediante a apresentação de laudo médico que comprove a impossibilidade de o presidente eleito ser empossado nessa solenidade, a Mesa do Senado deverá dar posse ao vice-presidente eleito”, diz a ata.

    Informado da decisão por telefone, Sarney não conseguiu dormir. Às 10h, ele chegava ao Congresso para prestar juramento como vice-presidente e assumir interinamente a Presidência.

    Outro documento histórico do Arquivo do Senado é o livro que contém os termos de posse de todos os presidentes do Brasil, desde o marechal Deodoro da Fonseca. Como são redigidos por calígrafos, eles precisam ser preparados com antecedência. O livro, por isso, traz o termo que Tancredo não conseguiu assinar. A folha teve que ser anulada. Sobre o texto, com caneta vermelha, anotou-se “sem efeito” em letras garrafais. Um novo termo de posse precisou ser escrito às pressas, em nome do vice-presidente.

    Sarney encontrou o Planalto vazio. O presidente João Figueiredo se recusara a passar a faixa presidencial para o vice. Eles eram inimigos desde que Sarney deixara a presidência do partido governista, o PDS, e se juntara à oposição, levando consigo correligionários insatisfeitos com o governo militar. Figueiredo saiu do Planalto pela porta dos fundos assim que a sessão no Congresso  Nacional terminou.

    Primeiras medidas

    No dia 18, o senador Carlos Alberto (PDS-RN) subiu à tribuna para defender o último presidente militar:

    — Na quinta-feira à noite, eu telefonava para o presidente Figueiredo para falar acerca da situação no país quando Tancredo Neves era hospitalizado e eu via José Sarney sair às pressas do bloco onde residimos. Perguntei qual era a posição de Sua Excelência, e a resposta foi aquela que eu esperava: “Carlos Alberto, a Constituição será respeitada. Eu jurei fazer deste país uma nação democrática no dia em que assumi a Presidência”. Temos que fazer justiça àquele que deu todas as condições para que Tancredo pudesse ser o presidente eleito.

    Os dias seguintes se seguiram com relativa tranquilidade. Segundo os médicos, a cirurgia havia corrido bem. Acreditava-se que Tancredo logo teria alta.

    Na tribuna, o senador Humberto Lucena (PMDB-PB) fez um relato da primeira reunião ministerial, ocorrida no dia 17, domingo. Nela, Sarney havia anunciado, por exemplo, um corte de 10% do Orçamento fiscal e a proibição de contratação de novos funcionários públicos.

    — São essas as primeiras mudanças da Nova República. São firmes e vigorosas como pretendia o presidente Tancredo Neves e como as vem conduzindo o vice-presidente José Sarney, embora ainda não tenham o colorido que só a presença daquele que foi escolhido pelo Colégio Eleitoral, com o respaldo total da sociedade brasileira, poderia lhe dar. Mas esperamos em Deus que isso possa ocorrer dentro de poucos dias — disse Lucena.

    Na avaliação do senador Carlos Chiarelli (PFL-RS), Sarney vinha governando “com discrição, probidade, competência, admiração e respeito”. O senador Moacyr Duarte (PDS-RS), que apoiava o regime militar, discordou:

    — O presidente José Sarney não pode e não deve, por maior fidelidade e devotamento que guarde ao titular do cargo, condicionar a saúde da nação à saúde do seu primeiro magistrado. O governo precisa deslanchar, governar a pleno vapor, e não apenas em câmera lenta, esperando pelo imprevisível.

    Ao invés de melhorar, Tancredo piorou. A situação ficou tão grave que os médicos decidiram transferi-lo para o Instituto do Coração, em São Paulo. O diagnóstico começara com apendicite, fora mudado para diverticulite e no final acabara sendo fechado em tumor benigno no intestino. Ao todo, Tancredo passou por sete cirurgias. Até a oposição ficou sensibilizada.

    — A prolongada e comovedora agonia do presidente vem provocando em toda a nação impressionantes demonstrações de solidariedade, evidenciando a realidade de um povo traumatizado e perplexo diante de uma tragédia sem paralelo nos anais da história do Brasil — discursou o senador Lourival Baptista (PDS-SE) em 17 de abril.

    Tancredo Neves morreria pouco depois, de falência de múltiplos órgãos, no dia 21, domingo, feriado de Tiradentes. Milhões de brasileiros, emocionados, acompanharam os cortejos fúnebres em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e São João del Rei (MG), sua cidade natal, onde foi enterrado.

    Espiões

    Segundo o jornalista José Augusto Ribeiro, que foi assessor de imprensa de Tancredo na época do Colégio Eleitoral, ele sabia desde a virada de 1984 para 1985 que algo não ia bem em seu abdome. Entretanto, recusava-se a consultar-se com um médico porque sabia que os espiões do Serviço Nacional de Informações (SNI) seguiam seus passos. Com a informação de alguma doença, a ditadura poderia “virar a mesa” e cancelar o Colégio Eleitoral.

    Tancredo buscou ajuda médica apenas em 11 de março, quando as dores já beiravam o insuportável. A operação deveria ser imediata. Ele rechaçou a ideia. Disse que só iria para o hospital depois da posse. Na noite do dia 14, porém, não havia mais como adiar. Tancredo morreria se deixasse a cirurgia para o dia seguinte. Para convencê-lo, seu sobrinho Francisco Dornelles blefou dizendo que Figueiredo havia aceitado a posse de Sarney.

    — Tancredo foi um político raro. Ele achava que tinha o dever de sacrificar a própria vida se isso fosse necessário para garantir a transição democrática do Brasil. Foi o que ele fez — afirma Ribeiro, autor da biografia Tancredo Neves: a noite do destino (editora Civilização Brasileira).

    O temor de Tancredo era justificável. No livro, o jornalista conta que Figueiredo, ao saber da internação, propôs ao ministro do Exército, general Walter Pires, que acionasse os militares para impedir a posse de Sarney. A ideia só não foi executada porque Pires não tinha mais poder. A exoneração dos ministros já havia sido publicada. Figueiredo teve que se resignar.

    O jornalista Antônio Britto seria o secretário de Imprensa do governo Tancredo e acabou sendo o porta-voz das informações médicas. Foi ele quem comunicou ao Brasil a morte do presidente, num anúncio transmitido ao vivo pela TV e pela rádio. Britto afirma que o “sacrifício pessoal” de Tancredo é comparável ao de Getúlio Vargas, que em 1954 se suicidou para impedir que os militares dessem um golpe de Estado. Ele diz:

    — Em 1985, as ruas do país foram ocupadas por milhões que choravam por um político. Não se imagina algo parecido ocorrendo hoje. A população nutre uma perigosa rejeição à política. Precisamos refletir sobre o que aconteceu com a política e os políticos no Brasil.

    Reportagem atualizada em 24/01/2020

    Fonte: Agência Senado

    Avatar photo
    Taciano Cassimiro
    • Website
    • Facebook
    • X (Twitter)
    • Instagram

    Jornalista MTB 3190/PA, Bacharel em Teologia, Pós-Graduações: História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciências Políticas, Relações Internacionais, Comunicação em Crises Internacionais | Pós-Graduando MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Assessoria de Imprensa | Membro do SINJOR (Sindicato dos Jornalistas do Pará) e da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas). Alagoano, de Maceió. Torcedor do CSA, Vasco da Gama e Paysandu.

    Continue lendo

    Irlanda e Inglaterra: Uma História de Conflito e Complexidade

    História Política do Peru e a Crise de Representatividade

    Relatório aponta que Juscelino Kubitschek (JK) foi assassinado pela Ditadura Militar no Brasil

    Em 1986, Hélio Gueiros (PMDB) era eleito Governador do Pará

    O Nordeste das Capitanias aos Currais Eleitorais

    O Peso da História: 1º de Maio, Entre a Memória da Luta Operária e o Lazer do Presente

    COLUNA DO CASSIMIRO

    Memória Política: Jefferson Lima surpreendeu na disputa ao Senado em 2014

    18 de maio de 2026

    PT e MDB no Pará: A força de Dirceu Ten Caten na chapa de 2026

    11 de maio de 2026

    Jacundá sob liderança de Itonir Tavares: Gestão aprovada e influência para 2026

    6 de maio de 2026

    Eleições 2026: Peso político de Eliel Faustino no tabuleiro paraense

    6 de maio de 2026
    ALEPA EM FOCO

    Projeto de Dirceu Ten Caten propõe mudanças na acumulação de cargos para servidores públicos do Pará

    ALEPA EM FOCO 21 de maio de 2026

    O deputado Dirceu ten Caten (PT) apresentou na Alepa o PL nº 386/2026. A proposta altera a lei estadual para permitir a acumulação remunerada de cargos para professores e profissionais da saúde.

    Deputada Paula Titan reforça pauta de proteção à infância com novo projeto na Alepa

    ALEPA EM FOCO 21 de maio de 2026

    A deputada Paula Titan (PP) propôs o PL nº 335/2026 na Alepa, que cria uma política estadual para mapear e monitorar rotas de exploração sexual de crianças e adolescentes em áreas de risco no Pará.

    Wescley Tomaz celebra aprovação de mudança na Flona Jamanxim: “Dia histórico para os produtores Novo Progresso”

    ALEPA EM FOCO 21 de maio de 2026

    O deputado Wescley Tomaz (Avante) celebrou a aprovação do PL 2486/2026 pela Câmara, que redefine os limites da Flona do Jamanxim. Ele destacou que a medida traz esperança para os produtores de Novo Progresso.

    Presidente da Alepa intensifica agendas e acompanha entregas estruturantes no interior do Pará

    ALEPA EM FOCO 19 de maio de 2026

    O presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão (União) vem expandindo sua atuação institucional para além do ambiente parlamentar em Belém, com uma sequência de agendas de trabalho nas regiões sul, sudeste e nordeste do estado,

    • Página Inicial
    • Faça Sua Doação
    Leia, compartilhe e utilize nosso conteúdo. Não esqueça de citar a fonte! Siga nossas redes!

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerenciar o consentimento

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.


     

    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
    Estatísticas
    O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}