Disputa entre socialista e líder da extrema-direita quebra tradição de quatro décadas de decisões na primeira volta
As eleições presidenciais em Portugal, realizadas neste domingo (18 de janeiro de 2026), resultaram em um cenário histórico para o país. Pela primeira vez em 40 anos, o pleito não foi decidido na primeira rodada de votação, refletindo um alto grau de fragmentação e acirramento político. Nenhum dos candidatos conseguiu atingir a maioria absoluta dos votos necessários para vencer de imediato.
Resultado da Apuração (99,64% das urnas):
A votação consolidou o favoritismo de dois candidatos que agora seguem para a rodada final:
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António José Seguro (Socialista): Liderou a disputa com 31,13% dos votos válidos.
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André Ventura (Extrema-direita – Chega): Garantiu a segunda posição com 23,49% dos votos.
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João Cotrim Figueiredo (Centro-direita): Ficou em terceiro lugar com 15,99%, sendo eliminado da corrida presidencial.
Dados Gerais e Contexto Eleitoral:
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Eleitorado: Cerca de 11 milhões de portugueses estavam aptos a votar neste pleito.
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Histórico: A última vez que Portugal teve um segundo turno para a presidência foi há 40 anos. Desde então, todos os presidentes haviam sido eleitos ainda no primeiro turno.
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Calendário: O segundo turno está oficialmente agendado para o dia 8 de fevereiro de 2026.
O Papel do Presidente e a Sucessão:
A eleição visa substituir o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que está no cargo há quase 10 anos (dois mandatos consecutivos) e, por impedimento constitucional, não pode concorrer a um terceiro mandato.
Embora Portugal adote o sistema semipresidencialista — onde o Primeiro-Ministro chefia o governo —, o Presidente da República possui poderes cruciais, como o comando das Forças Armadas, a capacidade de dissolver o Parlamento e a autoridade para convocar novas eleições em momentos de crise.
Fonte: Euro News e g1 Mundo
