Presidente americano usa pressão econômica para forçar aliados da Otan a cederem território estratégico no Ártico
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da disputa diplomática ao anunciar a imposição de tarifas de importação contra países europeus que resistem às suas pretensões sobre a Groenlândia. A medida estabelece uma taxa inicial de 10%, com previsão de aumento para 25% a partir de 1º de junho de 2026. O “tarifaço” atinge diretamente aliados históricos e membros da Otan, como Dinamarca, França, Alemanha e Reino Unido.
Destaques da medida e motivações:
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Retaliação Militar: A ofensiva econômica ocorre logo após nações europeias enviarem tropas para a Groenlândia em um exercício conjunto de soberania. Trump classificou a movimentação europeia como uma afronta e reiterou que os EUA precisam do território para garantir a segurança nacional contra influências da Rússia e da China.
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A “Venda” da Ilha: O presidente americano condicionou a suspensão das tarifas à negociação integral da Groenlândia. Ele afirmou que não se pode confiar na Dinamarca para a proteção da ilha e que a anexação é a única saída para a estabilidade da região.
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Impacto no Reino Unido: Até mesmo o governo britânico, que buscava uma relação comercial preferencial com os EUA, foi incluído na lista de tarifas. Lideranças do Reino Unido classificaram a decisão como “imprudente” e alertaram para o aumento de custos para empresas e consumidores de ambos os lados do Atlântico.
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Resposta Unificada: Em contrapartida, os líderes europeus, liderados por Emmanuel Macron (França) e Olaf Scholz (Alemanha), prometem uma resposta coordenada, reafirmando que a soberania das nações não está à venda e que o bloco saberá se defender de intimidações econômicas.
O impasse marca um dos momentos mais críticos da relação transatlântica, transformando uma disputa territorial em uma potencial recessão comercial entre os maiores parceiros econômicos do mundo.
Fonte: Com informações de Metrópoles e Euro news
