Teerã classifica permanência de bloqueio naval dos EUA como “chantagem” e condiciona livre tráfego ao fim das sanções.
O governo do Irã afirmou que pode voltar a fechar o Estreito de Ormuz caso Donald Trump mantenha o bloqueio naval na região. A medida foi apresentada como resposta direta à permanência das tropas americanas, que seguem atuando contra o país. Trump condicionou a retirada total ao fim definitivo das negociações. As conversas estão sendo mediadas pelo Paquistão.
A agência estatal Fars classificou a postura dos Estados Unidos como “chantagem” e alertou que a reabertura da rota marítima ainda é parcial. Paralelamente, líderes da França e do Reino Unido discutem alternativas para estabilizar a região sem participação americana. A tensão internacional segue elevada devido à importância estratégica do estreito. Qualquer interrupção afeta diretamente o mercado global de petróleo.
Apesar do cenário de incerteza, dados indicam retomada gradual do tráfego, com petroleiros deixando o Golfo nesta sexta-feira. Os EUA afirmam que as negociações podem avançar rapidamente, pois pontos centrais já teriam sido acordados. Ainda assim, o clima de desconfiança entre Teerã e Washington persiste. O mercado de energia continua em alerta diante do risco de novas interrupções na rota.
