Chanceler chileno classificou as ofensas como “inaceitáveis” e afirmou que o caso deve ser tratado pela Justiça brasileira.
O governo do Chile se pronunciou após a prisão de Germán Andrés Naranjo Maldini, acusado de cometer ataques racistas e homofóbicos durante um voo que saiu de Guarulhos com destino a Frankfurt. O caso ocorreu no dia 10 de maio e ganhou repercussão após vídeos mostrarem o chileno insultando um comissário de bordo com frases ofensivas e imitações de macaco.
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Mackenna, afirmou que as declarações do empresário são “inaceitáveis” e lamentou que um cidadão chileno tenha protagonizado um episódio desse tipo. Apesar de defender que os direitos do detido sejam respeitados, o chanceler destacou que a situação será conduzida exclusivamente pela Justiça brasileira.
Maldini foi preso pela Polícia Federal ao retornar ao Brasil na última sexta-feira (15). Após a repercussão do caso, ele também foi afastado da empresa Landes, onde atuava como executivo comercial há mais de dez anos. Em nota, a Latam Airlines repudiou o episódio e informou que está prestando apoio ao funcionário vítima das agressões verbais.

