Pan Qiaoying, uma sobrevivente do Massacre de Nanquim, faleceu na quinta-feira (8) aos 95 anos, anunciou na sexta-feira o Salão Memorial das Vítimas do Massacre de Nanquim pelos Invasores Japoneses.
Com sua morte, o número de sobreviventes registrados ainda vivos dessa atrocidade caiu para 23, informou o salão memorial em Nanquim, capital da província de Jiangsu, no leste da China.
O Massacre de Nanquim refere-se ao período histórico que começou quando as tropas japonesas capturaram a então capital chinesa em 13 de dezembro de 1937. No espaço de seis semanas, os invasores japoneses mataram aproximadamente 300.000 civis chineses e soldados desarmados em um dos episódios mais bárbaros da Segunda Guerra Mundial.
Pan tinha apenas seis anos em 1937, quando as forças japonesas entraram em Nanquim. Escondida dentro de um fogão a lenha, ela testemunhou soldados japoneses matarem seu avô, seu pai e seu primo a golpes de baioneta.
Vários sobreviventes registrados faleceram nos últimos anos e, por isso, o número daqueles capazes de compartilhar relatos em primeira mão sobre o massacre continua a diminuir.
Em 2014, o principal órgão legislativo da China designou o dia 13 de dezembro como o dia memorial nacional para as vítimas do Massacre de Nanquim. O governo chinês também preservou os testemunhos dos sobreviventes, registrados em transcrições escritas e em vídeo. Estes documentos relativos ao massacre foram inscritos no Registro da Memória do Mundo da UNESCO em 2015.
Texto: China Daily
