Talvez você nunca tenha pisado na comunidade Costa do Paru ou em qualquer outra comunidade ribeirinha, mas a vida pulsante da floresta chega à sua mesa e influencia o clima todos os dias.
Os ribeirinhos são os verdadeiros guardiões de um ecossistema que garante o equilíbrio ambiental de toda a região. Vivendo em um ciclo das águas que sustenta muito mais do que suas próprias famílias, essa população, formada por pescadores e agricultores, sustenta também a vida daqueles que moram na cidade.
No entanto, essa conexão vital é muitas vezes ignorada pelas instituições urbanas, criando uma invisibilidade que isola essas populações. Quando o sistema de justiça falha em alcançar áreas remotas, ele transmite uma mensagem silenciosa: a de que a cidadania possui uma espécie de “validade geográfica”. Se o direito de quem mora às margens do rio é fragilizado pela distância, a própria democracia vivida na cidade torna-se incompleta.
Garantir que a lei chegue à margem do rio é, no fundo, proteger a integridade da justiça para todos nós. Mas, afinal, a justiça realmente existe para quem mora tão longe de um fórum? Descubra no próximo texto.
