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    Por qual razão evangélicos são tão favoráveis a Israel? E os palestinos?

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro8 de outubro de 2023 Coluna do Cassimiro
    Por qual razão evangélicos são tão favoráveis a Israel? E os palestinos?
    Foto: Reprodução
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    A simpatia tem origem na Bíblia, principalmente com base no Antigo Testamento, tendo como ponto de partida Gênesis e Êxodo. Os evangélicos são defensores dos valores judaico-cristãos, acreditam que Israel é “Menina dos Olhos de Deus“, “Povo Santo“, “Nação Santa“, “Nação Escolhida por Deus” e, ao mesmo tempo, o “Relógio de Deus” cujos acontecimentos futuros estão entrelaçados com o que acontece em Israel. Assim, a narrativa do livro é tida como sagrada, servindo de baliza para vida, para interpretações da realidade humana das formas mais diversas.

    No século XIX surge o que ficou conhecido como “dispensacionalismo” criado pelo irlandês J.N. Darby (1800-1882), um dos líderes dos Irmãos de Plymouth, Inglaterra, com sucesso no norte dos Estados Unidos. Nesse entendimento, Deus lida com os humanos por meio de dispensações (Inocência, Consciência, Governo Humano, Patriarcal, Lei e Graça na atualidade. Estando ainda por vir a Tribulação e o Milênio), períodos em que os homens são testados de forma específica quanto a sua obediência. Israel sempre no centro do plano divino.

    O americano C.I Scofield (1843–1921), tornou-se um dos mais promissores propagadores do pré-milenismo dispensacionalista apregoado por Darby. Scofield escreveu a Bíblia com suas referências, lançada em 1909 pela “Oxford University Press”. A mesma no Brasil exerceu grande influência na formação de uma consciência que tem Israel como “Nação Escolhida”, bem como os Batistas Regulares, o Instituto Bíblico Palavra da Vida, a Chamada da Meia Noite, e livros, traduzidos do inglês como A Agonia do Planeta Terra, por Hal Lindsay, com mais de 20 milhões de exemplares em diversas línguas no mundo inteiro. Vários filmes foram produzidos com essa visão, como a série estadunidense Deixados Para Trás.

    No Brasil, como fruto dessa influência, igrejas evangélicas fazem uso de símbolos da religião judaica como a Estrela de Davi, a Menorá (candelabro)e o Shofar. Note, que o fascínio é tão grande que a Igreja Universal do Reino de Deus construiu uma réplica do Templo de Salomão, em São Paulo.

    O apego excessivo dos evangélicos no Brasil por Israel, materializado no uso de elementos típicos das crenças e ritual israelita, se deve ao elemento bíblico, porém em razão de interpretações posteriores que foram construindo uma visão mais centralizadora da nação israelita como peça principal dos planos divino. Esse apego tem aspectos contraditórios, principalmente doutrinários, no que se refere ao Messias e ao futuro (evangélicos pentecostais e neopentecostais acreditam que por não crerem em Jesus como Messias, Israel passará pela Grande Tribulação, para em seguida se converterem a Cristo).

    Por essa razão (Israel com Nação Escolhida), em conflitos como o que ocorre hoje entre palestinos e israelitas, é automático o apoio a Israel por parte dos evangélicos, ignorando as violações aos direitos humanos, ao método colonialista e opressor praticados pela Nação Santa. Inclusive, a entrada de alimentos é dificultada pelos israelitas, aumentando a insegurança alimentar dos palestinos, além das desapropriações.

    O Hamas é um grupo terrorista, o ataque contra Israel lançado a partir da Faixa de Gaza deve ser condenado, e o é, inclusive por palestinos, mulheres e crianças, principais vitimas do confronto. Israel tem o direito de se defender dos terroristas, mas o problema é que nesse pacote os inocentes é que pagam o preço mais alto.

    Em uma breve pesquisa me deparei com dados de Mohammed Omer que ao comentar sobre o conflito Israel e Palestina destacou que um dos locais que mais sofrem é a Faixa de Gaza, um estreito pedaço de terra no sul da Palestina habitado por cerca de dois milhões de pessoas, fazendo desse local um dos mais densamente habitados do mundo. Ele aponta que a situação na Faixa de Gaza é tão degradante que, no ano de 2015: 55% da população de Gaza sofria de depressão; 43% estavam desempregados; 40% viviam abaixo da linha da pobreza; 60% estavam em condições de insegurança alimentar.

    Os evangélicos, católicos, muçulmanos e outros, devem orar, não só pela paz de Jerusalém, mas pela paz de todo o mundo.

    Entretanto, passados mais de sete décadas de conflito, a única saída para essa guerra entre israelenses e palestinos é a criação de dois Estados, um israelense e outro palestino, na região.

     


     

    Nota:

    • A Humans Rights Watch, entidade que observa a defesa dos Direitos Humanos no mundo, aponta, em relatório de 2021, que Israel beneficia a população israelense, enquanto discrimina abertamente a população palestina.
    • Mohammed Omer, jornalista palestino renomado internacionalmente, foi considerado “a voz dos sem vozes” pelo Martha Gellhorn Prize for Journalism. Durante os últimos anos, recebeu prêmios como Best Youth Voice e Press Freedom Prize. Atualmente publica suas reportagens no New Statesman, Electronic Intifada, Al Jazeera, The Nation, New York Times e Pacica Radio.

     

    Antigo Testamento biblia CRISTÃOS Êxodo Gênesis israel NAÇÃO ESCOLHIDA Palestina
    Taciano Cassimiro, é jornalista, comentarista e CEO da TN Brasil TV / Foto: AP
    Taciano Cassimiro
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    Jornalista MTB 3190/PA, Bacharel em Teologia, Pós-Graduações: História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciências Políticas, Relações Internacionais | Pós-Graduando em Comunicação em Crises Internacionais e MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda | Membro do SINJOR (Sindicato dos Jornalistas do Pará) e da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas). Alagoano, de Maceió. Torcedor do CSA, Vasco da Gama e Paysandu.

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