Governo russo classifica cerco marítimo no Atlântico como “pirataria” e reforça apoio diplomático e econômico ao regime de Maduro
A Rússia solicitou formalmente que os Estados Unidos interrompam a perseguição ao navio petroleiro Bella 1, que seguia para a Venezuela e está sendo monitorado pela Guarda Costeira norte-americana há quase duas semanas no Oceano Atlântico. Segundo informações do jornal The New York Times, diplomatas russos fizeram o pedido na véspera do Ano Novo, tentando evitar uma escalada de tensão em uma região com forte presença militar dos EUA.
O governo russo criticou abertamente as ações de Washington, classificando-as como um desrespeito à soberania internacional e um retorno a práticas de cerco marítimo. Como destaque, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou: “Hoje, testemunhamos uma completa anarquia no Mar do Caribe, onde o roubo de propriedade alheia — ou seja, a pirataria e o banditismo, há muito esquecidos — estão sendo revividos”.
A pressão norte-americana ocorre em meio a sanções econômicas severas, com os EUA utilizando um aparato de mais de 15 mil soldados, navios de guerra e caças para impedir o transporte de petróleo que financiaria o regime de Nicolás Maduro. A Rússia reiterou seu posicionamento estratégico, afirmando: “Confirmamos ainda nosso apoio aos esforços do governo de Nicolás Maduro para proteger a soberania e os interesses nacionais, bem como para manter um desenvolvimento estável e seguro do país”.