O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que precisa estar envolvido no processo de escolha do novo líder supremo do Irã, classificando Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá morto, como um candidato “inaceitável” e um “peso leve”.
A declaração foi feita ao site Axios, onde Trump comparou a situação iraniana com a da Venezuela, afirmando que deseja participar da nomeação “como com Delcy” (referindo-se a Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela).
Contexto da sucessão
Segundo o canal Iran International (baseado em Londres), a Assembleia de Especialistas do Irã teria selecionado Mojtaba, filho de Ali Khamenei — cuja morte foi noticiada no sábado (28) — como o próximo líder supremo. No entanto, o jornal The New York Times revela que os clérigos recuaram da ideia de anunciar publicamente a sucessão por medo de que Mojtaba se torne alvo de ataques de Israel e EUA.
Bombardeio e reações
Na terça-feira (3), os EUA e Israel bombardearam o prédio da Assembleia em Qom, onde 88 aiatolás deveriam se reunir para definir o sucessor. A agência iraniana Fars afirmou que o local estava vazio no momento do ataque.
No mesmo dia, Trump fez declarações polêmicas sobre os candidatos iranianos: “A maioria das pessoas que tínhamos em mente já morreu. Agora temos outro grupo, que também pode estar morto. Em breve, não conheceremos mais ninguém”, disse a repórteres.
O presidente também descartou apoiar Reza Pahlavi (filho do último xá deposto), chamando-o de “cara legal”, mas defendeu que alguém de dentro do regime atual seria mais apropriado: “Faz sentido colocar alguém que está presente, que é popular atualmente, se é que existe tal pessoa.”
Com informações da Jovem Pan
