A reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU expôs uma forte rejeição internacional à captura de Nicolás Maduro. O embaixador Samuel Moncada classificou a operação como “um ataque armado ilegítimo, sem qualquer justificativa legal” perante o bloco. Países como Rússia e China, além de aliados americanos, manifestaram profunda preocupação com o perigoso precedente jurídico. A comunidade global agora observa com cautela os reflexos dessa ação direta na estabilidade política da América Latina.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que a intervenção militar “minou um princípio fundamental do direito internacional”. A porta-voz Ravina Shamdasani insistiu que a prestação de contas por violações não justifica o uso da força contra Estados. Em um tribunal de Nova York, o líder capturado declarou enfaticamente que se considera um “prisioneiro de guerra” dos americanos. O impasse jurídico promete ser longo, enquanto o pleito de inocência contra as acusações de narcotráfico já foi formalizado.
No cenário interno, a nova líder interina Delcy Rodriguez descreveu Maduro e sua esposa como “reféns”, embora aceite colaborar. O presidente Donald Trump defendeu a estratégia, afirmando que os Estados Unidos irão “gerenciar” o país até a transição completa. Enquanto isso, as gigantes do setor de petróleo já discutem com Washington as novas oportunidades de investimento nas reservas locais. O futuro da soberania venezuelana permanece incerto diante da pressão militar e do crescente isolamento diplomático de Caracas.