O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) apresentou, nesta quinta-feira (16), diretrizes de seu plano de governo, defendendo mudanças no Bolsa Família e medidas econômicas de caráter liberal. O evento ocorreu em São Paulo, com foco em redução de gastos, impostos e ampliação de investimentos privados.
Entre as propostas, Zema afirmou que pretende exigir que beneficiários adultos, considerados aptos ao trabalho, aceitem ofertas de emprego, sob risco de perda do benefício. Ele também sugeriu que, na ausência de vagas, essas pessoas atuem em atividades voluntárias nas prefeituras e participem de cursos de qualificação.
“Existem vagas hoje que não são preenchidas por causa de como o Bolsa Família está desenhado”, declarou. “Marmanjões de 20, 30 anos, o dia todo deitado no sofá, jogando videogame, na rede social. Emprego tem. Eu vou fazer quem recebe Bolsa Família e é do sexo masculino, novo, saudável, ser obrigado a aceitar propostas de emprego. Ou então ter o benefício cortado“, continuou Zema.
Na área econômica, o plano inclui a privatização de empresas estatais e a geração de empregos, com a meta de criar 500 mil vagas em curto prazo, segundo o pré-candidato.
As propostas contrastam com sua gestão em Minas Gerais, onde não conseguiu avançar na privatização de grandes estatais, como Cemig, Copasa e Gasmig, apesar de promessas feitas no início do mandato.
