Autor: Dra. Carla Crispin
Advogada, ex-Vereadora, ex-Gestora de Juventude do Governo do Pará, Carla também atuou como Presidente Regional do Fórum Nacional de Gestores de Juventude e Vice Presidente do Conselho Estadual de Juventudes Paraense.
Jovens de Rurópolis enfrentam dupla jornada e falta de oportunidades, exigindo políticas públicas que garantam educação, qualidade de vida e futuro.
Primeiramente, vale ressaltar que muita gente ainda desconhece o papel crucial do CREAS, e essa falta de informação contribui para obscurecer um dos serviços mais importantes da rede de proteção social. Nesse cenário, o CREAS, ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social, comandada pela primeira dama Josiane Rodrigues, é o local que acolhe indivíduos e famílias que já sofreram violações de direitos. Trata-se de um serviço especializado da assistência social, que atua em situações delicadas, como violência doméstica, abuso e exploração de crianças e adolescentes, negligência contra idosos e violações de direitos de pessoas com deficiência. É crucial desfazer, ainda,…
Na era da informação, ela também acha seu lugar, circulando tão rápido quanto a verdade. As Fake News, com cara de notícia, mas com desinformação, manipulação, interesses escusos. É crucial entender que Fake News vai além de boatos da internet. É uma estratégia astuta, uma ferramenta de poder, feita para confundir, arruinar reputações, e influenciar decisões políticas, fragilizando a democracia. Quando a mentira vira costume, a verdade se esvai, e a sociedade perde segurança. É comum compartilhar notícias falsas sem notar. No impulso, na emoção, no susto, ou revolta, reside o poder da Fake News: gerar reação antes da reflexão.…
Neste 1º de outubro, celebra-se o Dia Nacional da Pessoa Idosa e também os 22 anos do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003). A data, portanto, não deve ser apenas de comemoração, mas de reflexão sobre os desafios que ainda persistem e, sobretudo, sobre a violência que atinge de forma silenciosa e cruel milhares de idosos no Brasil. Em primeiro lugar, é importante destacar que a violência contra idosos não se restringe à agressão física. Ela assume múltiplas formas, como a violência psicológica, patrimonial, sexual, institucional e a negligência — esta última, infelizmente, uma das mais comuns, revelada no…
Antes de tudo, é preciso lembrar que por trás de cada número há uma vida interrompida, uma família em luto e uma juventude em sofrimento. O suicídio já é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal, conforme alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, são cerca de 14 mil mortes por ano, ou 38 suicídios por dia. Além disso, a realidade se mostra ainda mais preocupante quando olhamos para a adolescência. Entre 2016 e 2021, houve um…
Quando uma universidade chega a um território, ela não inaugura apenas um prédio. Ela anuncia futuro. Ela declara que ali existem vidas que merecem oportunidades, saberes que merecem circular e uma comunidade que, por muito tempo, foi tratada como margem do mapa. Foi exatamente isso que representou a chegada da obra da UFOPA em Rurópolis: um feito que ultrapassa a materialidade da construção para se afirmar como uma política de presença do Estado, onde antes havia ausência crônica. E como toda grande conquista educacional no Brasil, ela não foi produto de decisões isoladas, mas sim fruto de uma trama complexa…
Vamos falar sério: enquanto o Brasil e o mundo olham para a Amazônia como o último bastião da vida no planeta, a bancada federal do Pará decidiu dar um tiro no pé — ou melhor, um tiro na própria floresta. Na madrugada da última votação do PL 2.159/2021, aquela tal “Lei Geral do Licenciamento Ambiental” que promete liberar geral para tudo que destrói a Amazônia, dois deputados do Pará foram os únicos que tiveram coragem de dizer NÃO. Dois! Airton Faleiro e Dilvanda Faro, ambos do PT. Os outros, todos os outros, colocaram o dedo no botão do “sim” e…
Embora o mundo esteja voltado para a Amazônia por causa da COP30, a Amazônia que vive, que pulsa e que sangra segue fora dos holofotes. É a Amazônia do barro, das estradas esburacadas, da ausência do Estado. É a Amazônia de onde venho. Apesar dos discursos grandiosos sobre sustentabilidade, clima e preservação, o que temos no oeste do Pará é abandono. O trecho de apenas 40 quilômetros entre Divinópolis e Itaituba, por exemplo, parece pequeno no mapa. Mas, na vida real, ele se transforma em um calvário para quem precisa de socorro médico. Dentro de uma ambulância, esse percurso se…
