Agostina Páez, argentina de 29 anos, é advogada, influenciadora digital e filha de um empresário do ramo de transportes na Argentina. Ela foi indiciada por racismo no Brasil após ser filmada imitando um macaco e chamando funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, de “monos”. Por decisão judicial, teve o passaporte apreendido, passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibida de deixar o país.
Com cerca de 40 mil seguidores no Instagram — conta que foi desativada — e 78 mil no TikTok, Agostina também ganhou notoriedade na Argentina por ser filha de Mariano Páez, empresário que ficou preso no fim de 2024 por acusações de violência de gênero contra a ex-companheira. No contexto desse caso, Agostina moveu uma ação judicial contra a ex-madrasta, alegando assédio e difamação, afirmando que buscava proteger a si e à irmã de exposições nas redes sociais.
Em depoimento à polícia brasileira, Agostina afirmou que os gestos registrados em vídeo não foram direcionados aos funcionários, mas seriam uma “brincadeira” com amigas. Ela alegou ainda ter sido provocada pelos atendentes e disse não saber que o gesto poderia ser considerado crime no Brasil. Mesmo assim, a Justiça determinou medidas cautelares, incluindo a comunicação à Polícia Federal para impedir que ela deixe o país usando apenas o documento de identidade.
