Advogados do banqueiro alegam violação de prerrogativas legais e pedem transferência de unidade caso o monitoramento de áudio e vídeo seja mantido.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (6) para garantir que as comunicações entre ele e seus advogados não sejam gravadas. A medida contesta as normas da Penitenciária Federal de Brasília, onde o empresário está custodiado, que preveem o monitoramento de todos os encontros por áudio e vídeo.
Os Argumentos da Defesa
Os advogados sustentam que o livre exercício da profissão e o direito de defesa estão sendo comprometidos pelas regras da unidade prisional. Entre os pontos destacados na nota divulgada nesta segunda-feira (9), estão:
Sigilo Profissional: A defesa afirma que a comunicação reservada entre advogado e cliente é uma garantia essencial e inegociável do direito de defesa.
Dificuldade de Acesso: A direção do presídio informou que as visitas não poderiam ser imediatas, dependendo de agendamento prévio.
Pedido de Transferência: Caso o monitoramento não seja interrompido, os advogados solicitam que Vorcaro seja transferido para outro estabelecimento em Brasília que assegure o pleno exercício das garantias legais.
O impasse ocorre porque, em presídios de segurança máxima federais, o monitoramento rigoroso é a norma padrão, colidindo com as prerrogativas solicitadas pelos defensores do banqueiro.
