Muitos contribuintes, sejam pessoas físicas ou jurídicas, sentem um frio na barriga ao descobrir que possuem pendências com o Leão. O medo de bloqueios em contas bancárias, impedimento de emitir passaporte ou problemas com o CNPJ é real, mas a boa notícia é que existem caminhos legais e estratégicos para resolver essa situação sem comprometer a sua subsistência.
Se você recebeu uma notificação ou sabe que está em débito, o primeiro passo não é o desespero, mas sim o planejamento.
Quais as consequências de ignorar a dívida?
Ignorar o problema apenas o torna maior devido aos juros (Selic) e multas que podem chegar a 20% (mora) ou até patamares muito superiores em casos de fiscalização. Além disso, o contribuinte pode enfrentar:
* Inscrição no CADIN (informativo de créditos não quitados do setor público);
* Inscrição em Dívida Ativa da União;
* Impedimento de obter certidões negativas (essenciais para contratos e empréstimos);
* Representação fiscal para fins penais em casos específicos.
Como regularizar sua situação?
Atualmente, a legislação tributária oferece diversas modalidades para que o contribuinte retome sua conformidade:
1. Parcelamentos Ordinários e Especiais
A Receita Federal permite o parcelamento de débitos em diversas vezes. Dependendo da época, surgem programas como o Refis ou parcelamentos específicos com condições de descontos em multas e juros.
2. Transação Tributária: A grande oportunidade
Diferente do parcelamento comum, a Transação Tributária permite uma negociação personalizada entre o contribuinte e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). É ideal para dívidas consideradas de “difícil recuperação”, podendo gerar descontos significativos e prazos alongados, analisando a capacidade de pagamento de cada um.
3. Revisão de Débitos e Compensação
Nem toda dívida cobrada é, de fato, devida. Erros de preenchimento em declarações ou cobranças de tributos já prescritos são comuns. Uma análise técnica pode identificar créditos que você possui e que podem ser usados para compensar a dívida atual, reduzindo ou zerando o saldo devedor.
A importância do auxílio especializado
Embora muitos procedimentos possam ser iniciados pelo portal e-CAC, a estratégia jurídica faz toda a diferença.
Um advogado tributarista não apenas “gera boletos”, mas analisa:
* Se a dívida realmente deve ser paga ou se cabe uma ação judicial;
* Qual a modalidade de parcelamento é mais vantajosa para o seu fluxo de caixa;
* A possibilidade de evitar penhoras de bens.
Conclusão:
Estar em dívida com a Receita Federal é uma situação reversível. O segredo está em agir com rapidez e estratégia para evitar que medidas executivas prejudiquem seu patrimônio.
