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    Estudo criticado por Guedes quer atrair setor privado para investimentos

    TN BRASIL TVTN BRASIL TV2 de novembro de 2020 POLÍTICA
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    Estudo criticado por Guedes quer atrair setor privado para investimentos
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    Ministro disse que Febraban era balcão de lobby e financiava estudo para furar o teto de gastos

    Via jornal O Globo

    BRASÍLIA – O Estudo que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está ajudando a financiar para o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) não tem objetivo de furar o teto do gasto público, como disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência no Congresso na quinta-feira.

    Ao contrário, a estratégia é criar condições para atrair o setor privado a fim de suprir a falta de capacidade de investimentos do governo federal, de acordo com documento ao qual O GLOBO teve acesso.

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    Executado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o projeto tem duração de dois anos e vai custar R$ 20 milhões, a partir de doações e patrocínios de empresas privadas e estatais não dependentes do Tesouro Nacional.

    AS IDAS E VINDAS DE GUEDES SOBRE NOVO IMPOSTO PARA TRANSAÇÕES FINANCEIRAS

    Defesa de novo imposto

    O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Jorge William / Agência O Globo
    Foto: Jorge William / Agência O Globo

    Desde a reta final do período eleitoral de 2018, os debates sobre a criação do tributo causam atritos no governo Bolsonaro. Empossado em 2019, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já defendia a criação de um imposto sobre movimentações financeiras como forma de reduzir os encargos sobre as empresas e gerar um “choque de emprego”.

    Secretário da Receita demitido

    Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal Foto: Leo Pinheiro / Valor
    Foto: Leo Pinheiro / Valor

    Em setembro daquele ano, após um técnico da equipe econômica apresentar um esboço de reforma tributária com um tributo nos mesmos moldes da antiga CPMF, Paulo Guedes demitiu o então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, que vetou a ideia nas redes sociais diante da repercussão negativa.

    A volta da proposta

    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes Foto: Jorge William / Agência O Globo/16-7-2019
    Foto: Jorge William / Agência O Globo/16-7-2019

    Com as discussões de uma reforma tributária, Guedes retomou, em 2020, o plano de taxar transações financeiras. No início de agosto, o presidente Jair Bolsonaro autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a propor um novo imposto, mas sem aumento de carga tributária. Guedes repetiu promessa de desoneração de folha de pagamentos das empresas.

    Proposta de reforma tributária limitada

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, entrega a primeira parte da proposta do governo para a reforma tributária aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM_AP) Foto: Luis Macedo / Agência O Globo
    Foto: Luis Macedo / Agência O Globo

    Ainda no início de agosto, o governo apresentou ao Congresso a primeira parte de sua proposta de reforma tributária. O ministro Paulo Guedes decidiu limitar essa primeira proposta à unificação do PIS/Cofins, mas afirmou que o governo deve incluir na parte restante um imposto sobre movimentações financeiras.

    Comparação com CPMF irrita

    Paulo Guedes em evento no Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo/30-6-2020
    Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo/30-6-2020

    Em encontro com parlamentares da comissão que avalia a reforma tributária, Paulo Guedes, classificou como “maldade” e “ignorância” chamar o imposto sobre pagamentos eletrônicos que ele quer implementar de “nova CPMF”, o antigo imposto do cheque. Guedes evitou entrar em detalhes sobre a proposta para mostrar qual seria a diferença.

    ‘Água que banco bebe’

    O ministro da Economia Paulo Guedes deixa o Congresso Foto: Marcos Oliveira / Agência O Globo/6-11-2019
    Foto: Marcos Oliveira / Agência O Globo/6-11-2019

    No último dia 14 de outubro, Paulo Guedes fez mais uma vez uma defesa do imposto sobre transações financeiras. E acusou os bancos. Ele afirmou que as tarifas bancárias já são CPMFs cobradas pelas instituições financieras, que seriam contra o novo imposto porque acham que o governo quer “beber água onde os bancos bebem”.

    ‘Talvez nem precise’

    O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Jorge William / Agência O Globo/21-7-2020
    Foto: Jorge William / Agência O Globo/21-7-2020

    Cercado pelas críticas de que o novo imposto seria a repetição da CPMF, Guedes disse no último dia 15 de outubro que talvez desista de implementar o imposto sobre transações financeiras e pagamentos eletrônicos: “Esse imposto só entraria se fosse para desonerar (a folha). Talvez nem precise, talvez eu desista dele.”

    Imposto ‘morto’?

    Brazil's Economy Minister Paulo Guedes attends a graduation ceremony at the Itamaraty Palace in Brasilia, Brazil October 22, 2020. REUTERS/Adriano Machado Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS
    Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

     

    Nesta quinta-feira, 29, o ministro Paulo Guedes afirmou que o imposto sobre transações eletrônicas que ele planeja implementar desde o início do governo “está morto, não existe”. A declaração foi feita minutos antes de ele ter defendido o tributo, que críticos comparam à antiga CPMF, o que Guedes sempre rechaçou.

    A estratégia é elaborar um plano para estimular a economia no período pós-pandemia, principalmente com ações no setor de infraestrutura, de curto, médio e longo prazo.

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    O projeto tem como escopo uma carteira de 20 mil obras do MDR, incluindo  paralisadas, em execução e projetadas, bem como o comportamento das cadeias produtivas envolvidas. Será elaborado diagnóstico sobre o que precisa ser feito em termos de mudanças de normas para melhorar o ambiente de negócios “que permitam o desembarque do Estado, dando espaço para a iniciativa privada”.

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    Outros dois Ministérios, da Agricultura e de Ciência e Tecnologia também farão parte do trabalho na integração de projetos interligados.

    “Não se trata apenas de realizar investimentos, mas sim de realizá-los dentro de uma estratégia de retomada de empregos e geração de renda no curto prazo, enfrentar e enfrentar gargalos históricos, como aqueles que afetam a saúde da população, como saneamento básico, segurança hídrica, mobilidade urbana e moradia, agir nas áreas com potencial de estímulo a múltiplos setores”, diz o documento que trata do projeto.

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    O estudo afirma ainda a recuperação da economia não será imediata, conforme tem declarado Guedes. Destaca que as medidas adotadas no enfrentamento da pandemia para preservar a renda das famílias e manter as empresas vivas não serão suficientes para sustentar a economia porque “são medidas de curto prazo, de remediação” e, que será preciso uma ação mais firme por parte do Estado.

    São citadas no documento a projeção de queda da economia brasileira de 5,3% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e salto da taxa do desemprego para 25,5%, de acordo com estimativas de alguns analistas.

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    “Trata-se então de uma crise econômica, social e de desesperança, caso nada seja feito para reverter rapidamente esse quadro”.

    De acordo com o documento, a cada R$ 1 milhão investido em construção civil são gerados 15 empregos diretos e oito indiretos. A política de moradia é uma das atribuições do MDR.

    O estudo cita como risco, o político, como revisões na estrutura dos ministérios e troca de dirigentes. E alerta, ainda, para o risco financeiro, diante da atual conjuntura econômica.

    Fonte: O Globo

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