Ángela Vivanco é acusada de suborno e tráfico de influência no caso “Boneca Bielorrussa”, envolvendo valores milionários
A ex-magistrada Ángela Vivanco foi detida em Santiago sob acusações de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O caso é considerado inédito na história do Chile e detalha um esquema de corrupção dentro da mais alta instância judicial do país.
Os principais pontos da investigação incluem:
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O Caso “Boneca Bielorrussa”: A investigação apura o pagamento de cerca de US$ 57 milhões que teriam sido usados para influenciar decisões judiciais em favor da empresa Belaz Movitec SpA em uma disputa contra a estatal Codelco.
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Modus Operandi: Segundo as autoridades, o marido de Vivanco atuava como intermediário nos pagamentos. Decisões judiciais foram supostamente revertidas pela Suprema Corte enquanto ela exercia a presidência extraordinária.
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Desdobramentos e Prisões: Além de Vivanco — que já havia sido destituída do cargo em outubro de 2025 — seu marido e dois advogados também foram alvos de prisão preventiva. Operações policiais resultaram na apreensão de grandes quantias em dinheiro.
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Caso dos Áudios: A ex-ministra também é investigada por suspeitas de tráfico de influência na nomeação de juízes para os tribunais superiores.
A defesa de Ángela Vivanco sustenta que ela é inocente, alegando que suas decisões foram independentes e tomadas de forma colegiada, sem interferência externa.
