A primeira-dama Janja Lula da Silva e o Ministério das Mulheres reagiram às declarações do conselheiro de Donald Trump, Paolo Zampolli, que fez comentários ofensivos sobre mulheres brasileiras em entrevista à TV italiana. Ele afirmou que brasileiras seriam “uma raça maldita” e “programadas para causar confusão”, gerando forte repercussão.
Janja criticou duramente as falas e declarou que “é impossível não se indignar diante da fala do assessor”. Em publicação nas redes sociais, ela ressaltou que “dizer que somos ‘uma raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui” e afirmou: “sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”.
A primeira-dama também reforçou a importância da união no enfrentamento à violência de gênero: “Na indignação, nos fortalecemos. Nos unimos para combater o machismo, a misoginia e toda forma de violência contra nós”. Ela ainda mencionou acusações feitas pela ex-esposa de Zampolli, relacionadas a violência doméstica e abusos.
Em nota oficial, o Ministério das Mulheres repudiou as declarações, classificando-as como ofensivas e destacando que “a misoginia não constitui opinião”, mas sim uma forma de violência que não pode ser relativizada. O órgão reafirmou o compromisso do governo brasileiro com a defesa dos direitos das mulheres e o combate à misoginia.

