Em busca de equilíbrio econômico, presidente prega diálogo entre setores; Simone Tebet rebate críticas sobre possível crise no setor produtivo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (3), a necessidade de uma solução conjunta entre governo, trabalhadores e empresários para a extinção da escala 6×1. Durante o anúncio, Lula destacou que a redução da carga horária, hoje em 44 horas semanais, deve respeitar as especificidades de cada categoria profissional, sugerindo que a regulamentação não seja necessariamente uniforme para todos os setores.
A proposta de redução para 40 horas semanais é um dos pilares da agenda econômica do governo para o ano eleitoral. No entanto, o projeto enfrenta resistência de empresários, que alegam risco de aumento nos custos operacionais e repasse de preços ao consumidor.
Posicionamentos do Ministério
A equipe econômica e social do governo apresentou diferentes perspectivas sobre o impacto da medida:
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Simone Tebet (Planejamento): Refutou o alarmismo do setor produtivo, afirmando que o fim da escala não “quebrará o Brasil”. Baseada em dados do Ipea, classificou a medida como uma questão de dignidade humana.
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Fernando Haddad (Fazenda): Pediu engajamento social e foco na qualidade da produção. Para ele, o debate deve ir além da limitação de jornada, focando em como agregar valor à força de trabalho.
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Luiz Marinho (Trabalho): Admitiu que pode haver impacto nos custos, mas ressaltou que o ganho em qualidade de vida e produtividade — via tecnologia e melhores condições de trabalho — compensará o investimento.
“Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores e também não queremos contribuir para prejuízo da economia brasileira”, afirmou Lula, reforçando a busca por uma solução harmonizada.
