O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o líder religioso Silas Malafaia apresente explicações sobre ofensas dirigidas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. A decisão ocorre no âmbito de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Malafaia de injúria e calúnia. O despacho, assinado em 20 de dezembro, concede prazo de 15 dias para manifestação do pastor, que até o momento não respondeu. O processo tramitava sob sigilo.
O caso está relacionado a declarações feitas por Malafaia em abril de 2025, durante uma manifestação em São Paulo em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Na ocasião, ele criticou duramente o alto comando do Exército pela prisão do general Braga Netto, ocorrida em 2024. Em seu discurso, Malafaia classificou os generais de quatro estrelas como “frouxos”, “covardes” e “omissos”, afirmando que eles não honrariam a farda que vestem.
Após a denúncia da PGR, Malafaia reagiu nas redes sociais, negando que tenha citado diretamente o nome do comandante do Exército. Segundo ele, a acusação representa uma perseguição política e fere a liberdade de expressão. O líder religioso afirmou que suas declarações, feitas na Avenida Paulista, estariam protegidas pelo direito à livre manifestação, como ocorre em qualquer democracia.
