Close Menu
TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    Em Alta

    Violência contra a Mulher: raça, renda e silêncio.

    15 de maio de 2026

    Presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, afasta advogadas após caso de manipulação envolvendo IA

    15 de maio de 2026

    Vale a Pena Antecipar a Aposentadoria em 2026?

    15 de maio de 2026
    Facebook Instagram LinkedIn WhatsApp
    sexta-feira, maio 15
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de VistaTN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    • ALEPA EM FOCO
    • América Latina
    • Coluna do Cassimiro
      • Ciências Políticas
    • MUNDO
      • China “O Império do Meio”
      • Estados Unidos “Tio San”
      • Rússia “A Grande Potência”
    • NOTÍCIAS
      • EDITORIAL
      • TN Book
      • Amazônia
      • FOLHA DE ESPORTES
      • IMPRENSA
        • DESTAQUE TN BRASIL TV
      • AGRONEGÓCIO
      • EDUCAÇÃO
      • COP-30 – Belém
      • CULTURA
        • Filmes, Séries e Documentários
      • Business
      • ECONOMIA
      • JUSTIÇA
        • JUSPARÁ
        • Revista Líderes do Direito
      • FOLHA POLICIAL
      • RELIGIÃO
      • TURISMO
    • JUSPARÁ
    • POLÍTICA
      • PREMIAÇÕES
      • O CARCARÁ
      • OBSERVATÓRIO POLÍTICO
    • PORTAL DA HISTÓRIA
    • Eleições 2026
    • Colunistas
      • Carla Crispin
      • Conexões Legais com Evellyn Anne Freitas
      • Daniele Malheiros
      • Estella Nunes
      • Futebol com Hiran Lobo
      • Mulher em Pauta com Kercia Pompeu
      • Paula Souza
      • Marcelo Lemos
      • Renata Feitosa
      • Breno Guimarães
      • Professor Davi Barbosa
      • Larissa de Jesus
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    O cenário jurídico da violência doméstica e seus reflexos na saúde mental da mulher

    Advogada Gabrielle FurtadoAdvogada Gabrielle Furtado18 de janeiro de 2025 JUSPARÁ
    O cenário jurídico da violência doméstica e seus reflexos na saúde mental da mulher
    A violência doméstica é uma das formas mais cruéis e silenciosas de desigualdade de gênero em nossa sociedade / Foto: Edição TN Brasil TV
    Compartilhe
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link

    A violência doméstica é uma das formas mais cruéis e silenciosas de desigualdade de gênero em nossa sociedade. Como advogada, vejo diariamente os impactos devastadores que esse tipo de violência tem não apenas sobre as vítimas, mas também sobre suas famílias e toda a comunidade.

    Além de ser uma violação dos direitos humanos, a violência doméstica gera repercussões jurídicas significativas e um profundo desgaste emocional para as mulheres que enfrentam essa situação.

    No Brasil, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2 006) representa um marco na proteção dos direitos das mulheres. Ela define a violência doméstica como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial à mulher.

    A lei também estabelece medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação e o suporte às vítimas por meio de assistência jurídica e psicológica.

    Apesar de todo suporte, há desafios significativos na implementação dessas medidas. Muitas mulheres enfrentam dificuldades em denunciar seus agressores, seja por medo de retaliação, dependência emocional ou financeira, ou até mesmo pela falta de informação sobre seus direitos.

    Como profissionais do Direito, temos a responsabilidade de orientar essas mulheres, sensibilizar a sociedade e lutar por melhorias no sistema judicial para garantir que essas proteções sejam efetivas.

    Importante mencionar que o Janeiro Branco, que é uma campanha importante e dedicada à conscientização sobre a saúde mental, vem sendo bastante tratado na comissão, até porque um aspecto frequentemente negligenciado é o impacto da violência doméstica na saúde mental das mulheres.

    Estudos mostram que as vítimas apresentam altas taxas de transtornos como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático e ideação suicida. A constante exposição ao medo, à humilhação e à violência verbal ou física cria um ciclo de sofrimento que muitas vezes se torna insuportável.

    Além disso, o isolamento social imposto pelo agressor e a falta de apoio de amigos e familiares contribuem para agravar esse quadro, que é cada vez comum.

    Para muitas mulheres, buscar ajuda psicológica é visto como um último recurso, devido à estigmatização associada à saúde mental e à falta de acesso a serviços públicos de qualidade. O resultado é um ciclo vicioso que perpetua a violência e o sofrimento.

    É fundamental destacar que o adoecimento mental das mulheres em situação de violência doméstica não é apenas um problema individual; é também um problema social.

    A sociedade, ao negligenciar a violência de gênero e ao perpetuar estruturas machistas, está contribuindo para que cada vez mais mulheres se encontrem em condições de vulnerabilidade.

    Precisamos, urgentemente, de políticas públicas que priorizem a prevenção da violência, a educação em igualdade de gênero e a ampliação de serviços de apoio à saúde mental, mas de forma efetiva.

    Como advogada, acredito que a união entre a justiça e a assistência é essencial. Ao mesmo tempo, em que lutamos por punições justas para os agressores, precisamos garantir que as vítimas tenham acesso não apenas à proteção jurídica, mas também ao apoio emocional e psicológico necessário para reconstruírem suas vidas.

    Enfrentar a violência doméstica requer um esforço conjunto de toda a sociedade. Não cabe mais o ditado “em briga de marido e mulher ninguém mete a mulher”, não podemos normalizar a violência de gênero, silenciar as vítimas ou minimizar os impactos dessa violência.

    É nosso dever, como cidadãos, profissionais e seres humanos, trabalhar para construir uma sociedade onde as mulheres possam viver sem medo e sem dor. Somente assim poderemos romper o ciclo de violência e garantir um futuro mais justo e igualitário para todos.

    Referência Bibliográfica:

    1. Brasil. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 10/01/2025.
    2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Relatório sobre violência contra a mulher, 2021. Disponível em: https://who.canto.global/s/KDE1H?viewIndex=0. Acesso em: 18/01/2025.
    3. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Atlas da Violência 2023. Disponível em: www.ipea.gov.br. Acesso em: 10/01/2025.
    4. Pesquisa sobre saúde mental e violência de gênero: Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/i/2022.v22n1/ Acesso em: 18/01/2025.

    ADVOGADA comunidade Desigualdade gênero Violência Violênçia doméstica
    Advogada Gabrielle Furtado
    Advogada Gabrielle Furtado
    • Website
    • Instagram

    Advogada, Presidente da Comissão de Mulheres e Advogadas da Subseção de Ananindeua-PA. Pós-graduanda em direito civil e processo civil.

    Continue lendo

    Presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, afasta advogadas após caso de manipulação envolvendo IA

    O “Prompt” Oculto e a Ética Visível: O Limite da Advocacia na Era da IA

    Advogada Samara Chaar toma posse como Procuradora Adjunta da Procuradoria Estadual de Defesa das Prerrogativas da OAB-PA

    O silêncio que Navega: Violência doméstica contra mulheres beirinhas na Amazônia e os desafios do acesso à Justiça.

    A eficácia da Lei Maria da Penha no combate à violência doméstica: avanços legais e desafios na aplicação prática.

    Vitória da defesa: Advogados revertem acusação na Comarca de Chaves

    COLUNA DO CASSIMIRO

    PT e MDB no Pará: A força de Dirceu Ten Caten na chapa de 2026

    11 de maio de 2026

    Jacundá sob liderança de Itonir Tavares: Gestão aprovada e influência para 2026

    6 de maio de 2026

    Eleições 2026: Peso político de Eliel Faustino no tabuleiro paraense

    6 de maio de 2026

    O Alvorecer Democrático no Pará: Jader Barbalho e a Arquitetura de um Novo Poder (1983-1987)

    2 de maio de 2026
    ALEPA EM FOCO

    Chicão cresce em nova pesquisa e consolida pré-candidatura ao Senado

    ALEPA EM FOCO 15 de maio de 2026

    O deputado Chicão (União) subiu para 11,2% na pesquisa Doxa e empatou com Zequinha Marinho e Celso Sabino. Em cinco meses, ele mais que dobrou suas intenções de voto e consolidou sua pré-campanha.

    Adriano Coelho: O histórico de mandatos no Pará e a projeção para a Câmara Federal

    ALEPA EM FOCO 14 de maio de 2026

    O deputado Chicão cumpriu agenda intensa no Pará e em Brasília, focada em infraestrutura, educação e turismo. Ele participou de entregas de obras, como creches e Usinas da Paz, e reuniões ministeriais.

    Chicão cumpre extensa agenda de norte a sul do Pará em prol do desenvolvimento estadual

    ALEPA EM FOCO 14 de maio de 2026

    O deputado Chicão cumpriu agenda intensa no Pará e em Brasília, focada em infraestrutura, educação e turismo. Ele participou de entregas de obras, como creches e Usinas da Paz, e reuniões ministeriais.

    Deputado Thiago Araújo: Histórico de votos e mandatos na Alepa

    ALEPA EM FOCO 14 de maio de 2026

    Thiago Araújo (União) é exemplo de renovação na Alepa, sendo o parlamentar mais jovem desde 2014. Em 2022, conquistou seu terceiro mandato consecutivo, consolidando sua liderança no Pará.

    • Página Inicial
    • Faça Sua Doação
    Leia, compartilhe e utilize nosso conteúdo. Não esqueça de citar a fonte! Siga nossas redes!

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.