Plano de 15 pontos exige desativação de usinas nucleares e limites a mísseis em troca de alívio econômico; Islamabad se oferece como sede para negociações presenciais.
O Paquistão entregou formalmente ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos, atuando como o principal intermediário diplomático para tentar encerrar as hostilidades entre Washington e Teerã. Segundo informações das agências Reuters e Associated Press, o movimento foi confirmado por autoridades de ambos os países e ocorre após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, oferecer seu território para sediar negociações diretas. O gesto diplomático foi sinalizado positivamente pelo presidente Donald Trump, que compartilhou o oferecimento paquistanês em suas redes sociais, embora o governo iraniano mantenha uma postura pública de cautela.
O plano norte-americano é composto por 15 pontos estratégicos que exigem concessões profundas do Irã em troca de alívio econômico. O documento prevê que Teerã se comprometa a nunca buscar armas nucleares, limite o alcance de seu programa de mísseis balísticos e desative as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow. Além disso, a proposta demanda o fim do financiamento a grupos aliados na região, como o Hamas e o Hezbollah, e sugere a criação de uma zona marítima livre para navegação no Estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio global de petróleo.
Apesar da entrega do documento, o cenário diplomático é marcado por discursos contraditórios e incertezas sobre a aceitação dos termos. Enquanto Donald Trump afirma que os iranianos “querem fazer um acordo”, autoridades em Teerã declararam que o presidente norte-americano está “negociando consigo mesmo” e negaram que tratativas oficiais estejam em andamento. Paralelamente, a Turquia também tem atuado para encontrar caminhos de saída para o conflito, reforçando a possibilidade de que reuniões presenciais entre representantes das duas potências ocorram nos próximos dias em Islamabad ou Istambul.
