Caracas contabiliza, segundo autoridades venezuelanas, até 100 mortos após um ataque atribuído aos Estados Unidos, ocorrido no último sábado. O ministro do Interior e número dois do chavismo, Diosdado Cabello, afirmou que as vítimas morreram em decorrência do impacto de bombas “extremamente potentes”. De acordo com ele, muitas das pessoas atingidas não tinham relação com o conflito. Cabello mencionou a morte de civis, incluindo mulheres que estavam em suas casas no momento dos bombardeios. As declarações foram feitas durante o programa Con el mazo dando.
No programa, o ministro classificou o ataque como “terrível” e disse que o governo não pretende ocultar o ocorrido. Ele dedicou a edição ao povo venezuelano, que chamou de “nobre e corajoso”, e aos que considerou mártires e heróis. Entre os mortos citados por Cabello estariam militares venezuelanos, policiais e pessoas que dormiam em suas residências. O ministro também mencionou a presença de militares cubanos entre as vítimas. Em sua fala, ele se dirigiu diretamente ao presidente Nicolás Maduro e à primeira-dama Cilia Flores.
As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas realizaram um funeral em homenagem a 24 soldados mortos em ataques em Caracas e estados vizinhos. O procurador-geral Tarek William Saab informou que promotores investigam dezenas de mortes de civis e militares, ainda em apuração. O governo cubano declarou que 32 de seus militares morreram em ações de combate durante a operação. Cuba também confirmou a morte da empresária colombiana Yohana Rodríguez Sierra, de 45 anos. Outra vítima civil citada foi a advogada Rosa Elena González, de 78 anos, residente no estado de La Guaira.
