O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desencadeou uma crise diplomática ao avançar com o plano de adquirir a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. A nova estratégia da Casa Branca envolve a possibilidade de realizar pagamentos diretos aos cidadãos da ilha para conquistar apoio popular, com valores que poderiam chegar a US$ 100.000 por habitante.
Trump justifica a iniciativa alegando que o controle total do território é uma questão de segurança nacional. Em entrevista, ele defendeu sua visão comercial sobre a geopolítica ao afirmar que “a propriedade lhe dá algo que você não consegue com um simples arrendamento”. O tom das declarações, no entanto, subiu para um nível de ultimato, com o presidente declarando: “Eu gostaria de fazer um acordo do jeito fácil, mas, se não fizermos do jeito fácil, vamos fazer do jeito difícil”.
A reação das autoridades locais e dinamarquesas foi de forte rejeição. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, foi incisivo ao declarar que “já chega; chega de fantasias sobre anexação”, reforçando que o país “não é algo que se possa negar ou assumir só porque alguém quer”.
A crise ameaça a estabilidade da OTAN. O governo americano insiste que a medida visa “conter a agressão russa e chinesa na região do Ártico”, mas a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer tentativa de anexação forçada contra um aliado seria um erro histórico que “iria acabar com a organização”. Enquanto isso, a União Europeia prometeu ajuda financeira ao território para blindá-lo contra as ofertas econômicas de Washington.
Com Informações do UOL
