Justiça mantém condenação por injúria e difamação, reduz pena e reforça limites da liberdade de expressão
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a condenação do influenciador Wilker Leão por injúria e difamação contra um professor da Universidade de Brasília (UnB). A decisão, tomada em segunda instância, negou recursos apresentados pela defesa. O caso ganhou notoriedade após o influenciador gravar aulas e divulgar conteúdos com comentários ofensivos. A pena foi levemente reduzida, mas mantida em regime aberto.
A condenação foi ajustada para um ano, 11 meses e 10 dias, além do pagamento de 58 dias-multa. Segundo o relator, desembargador Cruz Macedo, houve clara ofensa à honra do professor. A Justiça entendeu que os vídeos publicados extrapolaram o direito à crítica. O influenciador também foi proibido de realizar novas matrículas na instituição.
O caso reforça o entendimento de que a liberdade de expressão não é ilimitada, especialmente quando atinge a reputação de terceiros. Wilker Leão ficou conhecido por confrontar docentes em sala de aula e divulgar os episódios nas redes sociais. Com mais de 800 mil seguidores, sua atuação gerou forte repercussão. A decisão judicial destaca a responsabilidade no uso das plataformas digitais.

