A senadora Damares Alves, integrante da CPMI que investiga fraudes no INSS, afirmou que a comissão sofre pressões para atrapalhar as investigações, pois estão sendo identificadas “grandes igrejas” e “grandes pastores” envolvidos no esquema. Ela relatou que há lobbys contra o avanço dos trabalhos, com apelos para não investigar líderes religiosos para não chocar fiéis.
“Vou falar algo que me machuca muito. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes”,afirmou a senadora, em entrevista concedida ao SBT News.
A senadora destacou que a CPMI está alcançando lugares inesperados e que seu trabalho “marca uma nova era” nas comissões parlamentares, prometendo responsabilizar governos de diferentes espectros políticos.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou que um primeiro balanço será feito em fevereiro de 2026. Apesar do prazo de encerramento ser março, ele defende uma prorrogação de 60 dias para analisar documentos e ouvir todos os depoentes.
Com informaçoes do InfoMoney
